Três finais e estádios lotados: Relembre campanhas históricas dos clubes mexicanos na Libertadores

Mesmo como convidados, mexicanos acumularam finais dramáticas e eliminaram gigantes brasileiros

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Chivas Guadalajara x Inter na Libertadores de 2010

Chivas Guadalajara x Inter na Libertadores de 2010 (Foto: Sergio Moraes, Rueters)

Os clubes do México disputaram a Copa Libertadores como convidados especiais entre 1996 e 2016. Longe de serem meros coadjuvantes, os times mexicanos deixaram a sua marca com estádios lotados e confrontos históricos contra as principais potências da América do Sul.

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Veja as melhores campanhas dos clubes mexicanos na Libertadores

Embora nunca tenham conquistado o título, os representantes da Concacaf bateram na trave em três ocasiões e protagonizaram algumas das eliminações mais dolorosas da história de grandes equipes brasileiras.

As três finais em que o México parou no quase

Cruz Azul em 2001

O primeiro clube a chegar na grande decisão foi o Cruz Azul, em 2001. Com uma campanha impecável, a equipe eliminou gigantes como River Plate e Rosario Central antes de encarar o lendário Boca Juniors de Carlos Bianchi na final.

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Após perder por 1 a 0 no Estádio Azteca, o Cruz Azul calou a temida Bombonera ao devolver o placar de 1 a 0. Porém, o título acabou escapando na disputa por pênaltis, quando perdeu por 3 a 1.

Chivas Guaralajara em 2010

Quase uma década depois, foi a vez do Chivas Guadalajara, em 2010, repetir o feito. Com uma base que servia de sustentação para a seleção mexicana, o Chivas despachou Vélez Sarsfield e Libertad. Na final, os mexicanos cruzaram o caminho do Internacional. O Colorado não deu chance para o azar e venceu os dois jogos, sendo 2 a 1, no México, e 3 a 2, no jogo da volta, no Beira-Rio.

Tigres em 2015

A última grande campanha ocorreu em 2015 com o Tigres. Embalado pelo investimento milionário de sua diretoria, que trouxe o badalado atacante francês André-Pierre Gignac, o time de Monterrey eliminou o Internacional na semifinal.

Na decisão contra o River Plate, o empate em 0 a 0 no México encheu a torcida de esperança, mas a força do Monumental de Núñez prevaleceu no jogo de volta, 3 a 0 para os argentinos.

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O “Maracanazo” do América e os traumas brasileiros

Além das finais, alguns clubes mexicanos conseguiram o feito de eliminar várias equipes do Brasil. O episódio mais traumático para os brasileiros ocorreu nas oitavas de final de 2008. O Flamengo havia vencido o jogo de ida por 4 a 2 contra o América do México, fora de casa, e preparava uma festa de despedida para o técnico Joel Santana no Maracanã.

Contudo, os mexicanos surpeenderam ao aplicar um incontestável 3 a 0, comandado pelo paraguaio Salvador Cabañas, autor de dois gols que eliminaram o clube carioca em pleno Rio de Janeiro.

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Na sequência daquela mesma edição, o América ainda eliminaria o Santos, na Vila Belmiro, antes de cair para a LDU — vencedora naquele ano — pelo critério do gol fora.

Times mexicanos vivem o sonho de voltarem para a Libertadores

A trajetória dos clubes do México na Copa Libertadores da América foi interrompida em 2016. A última aparição de equipes do país em torneios da Conmebol ocorreu com as campanhas de Pumas e Toluca, e a participação acabou encerrando-se em razão de conflitos com o calendário das competições.

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Agora, a liga do país busca reabrir essa porta. O presidente da Liga MX, Francisco Iturbide, confirmou que formalizou uma solicitação de retorno tanto à Concacaf quanto à Fifa para que os times mexicanos possam voltar a competir como convidados.

O grande objetivo dos dirigentes é elevar o nível técnico das equipes nacionais por meio de confrontos de maior exigência e apelo competitivo. Embora o pedido inicial tenha sido negado pela Fifa sob o argumento de impedir que equipes de confederações diferentes participem de um mesmo torneio, Iturbide revelou que seguirá insistindo.

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*Sob supervisão de Marcos Jordão