Namorado que matou estudante,  trancou quarto e conviveu com corpo por dias é denunciado por feminicídio

José Gustavo Rabelo, de 21 anos, é acusado de matar a namorada por asfixia e manter o corpo escondido por três dias

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Joviana Evelyn Iankovski, de 19 anos, foi encontrada morta em Sangão após ficar desaparecida por três dias (Foto: Redes sociais, reprodução)

O Ministério Público de Santa Catarina denunciou José Gustavo Rabelo, de 21 anos, pelos crimes de feminicídio qualificado e ocultação de cadáver contra Joviana Evelyn Iankovski, de 19 anos, em Sangão, no Sul de Santa Catarina. A denúncia foi apresentada na segunda-feira (24), após a conclusão das diligências da Polícia Civil.

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Segundo a 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Jaguaruna, o crime ocorreu na madrugada de 7 de agosto de 2026. Joviana e José Gustavo teriam retornado de uma confraternização estudantil realizada em Criciúma quando a jovem manifestou a intenção de encerrar o relacionamento.

O casal estava junto havia poucos meses e, conforme a denúncia, o relacionamento era marcado por términos e tentativas de reconciliação.

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Ao NSC Total, a defesa de José Gustavo informou que não tem interesse em se manifestar. Também afirmou que o processo tramita em sigilo e que tratará do caso nos autos.

Joviana teria sido morta com golpe de “mata-leão”

De acordo com a denúncia, José Gustavo teria atacado Joviana pelas costas e aplicado um golpe de estrangulamento conhecido como “mata-leão”. A jovem morreu por asfixia.

Para o MPSC, a forma como o ataque ocorreu reduziu significativamente as possibilidades de defesa da vítima. O órgão sustenta ainda que o crime foi cometido em contexto de violência doméstica e familiar, além de ter sido motivado por menosprezo à condição feminina.

Os elementos reunidos durante a investigação indicam que Joviana tentou resistir à agressão. Laudos periciais identificaram lesões compatíveis com tentativas de afastar a pressão exercida sobre o pescoço, além de outros ferimentos provocados enquanto ela ainda estava viva.

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Corpo de Joviana ficou escondido por três dias

Após o crime, José Gustavo teria mantido o corpo de Joviana escondido dentro da residência por cerca de três dias. A jovem foi encontrada somente na manhã de 10 de agosto, durante as buscas relacionadas ao desaparecimento dela.

O corpo estava enrolado em cobertores dentro do quarto do denunciado, que permanecia trancado. A Polícia Militar chegou ao local após a família de Joviana registrar o desaparecimento da jovem.

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Durante o período em que o corpo permaneceu escondido, José Gustavo também teria usado o celular da vítima para enviar mensagens à mãe dela. Conforme a denúncia, a intenção seria simular que Joviana estava bem e seguia a rotina normalmente.

“Infelizmente mais um feminicídio brutal ocorrido em nossa região. Joviana era uma jovem com tantos sonhos, que naquela mesma semana ingressou na faculdade, um objetivo muito almejado, segundo a família, mas que foi assassinada pelo seu próprio namorado, que dizia amá-la. Mais um crime contra a mulher, em plena campanha do Agosto Lilás, mês voltado à conscientização da violência doméstica. Triste”, afirmou a promotora de Justiça Raísa Carvalho Simões Rollin.

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MPSC pede indenização de R$ 100 mil à família

O MPSC atribuiu a José Gustavo o crime de feminicídio qualificado por razões da condição do sexo feminino. A denúncia também aponta o uso de asfixia e de recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele ainda foi denunciado por ocultação de cadáver.

O Ministério Público requer que o jovem seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri. O órgão também pediu a fixação de uma indenização mínima de R$ 100 mil à família de Joviana pelos danos provocados pelo crime.

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José Gustavo está preso preventivamente. O MPSC aguarda agora a análise da denúncia pelo Poder Judiciário.