O desaparecimento do bancário paulista Vinícius Valente da Silva, de 30 anos, completa 20 dias em Florianópolis nesta quarta-feira (26). À NSC TV, o primo dele, Antônio Zanotto, afirmou que ele saiu do hostel em que estava hospedado, no bairro Lagoa da Conceição, acompanhado de uma “pessoa mais velha e grisalha”, no dia 6 de agosto.
Vinícius chegou em Florianópolis no dia 2 de agosto para passar uma semana de férias na capital catarinense. Aos familiares, ele disse que visitaria um amigo. No entanto, ao chegar no hostel, ele afirmou, em uma conversa com a proprietária, que não conseguiu contato com essa pessoa e, por isso, estava se hospedando no local. Segundo Dirce Maria Damaceno João, ele portava apenas uma mochila, sem carregar mala.
Dirce contou que a única interação que ele teve com a equipe do hostel foi quando precisou de um carregador de celular. Depois, no dia 6 de agosto, um dia antes do checkout previsto, Vinicius afirmou que conseguiu contato com o amigo e iria sair da hospedagem.
“Foi uma pessoa buscá-lo. As características que é a gente tem é que foi uma pessoa mais velha e grisalha. Ele foi embora com essa pessoa”, disse Antônio. A família não sabe, no entanto, se essa pessoa é o amigo a qual ele se referia.
Veja fotos de Vinícius
Mensagens visualizadas e não respondidas
Segundo o primo do bancário, que chegou em Florianópolis no dia 11 de agosto para procurar por Vinicius, a última vez que o bancário respondeu suas mensagens foi no dia 6, quando lhe foi perguntado se ele estava bem e a resposta foi positiva. Depois disso, Antônio não teve mais respostas.
“Eu mandava mensagem pelo WhatsApp e ele estava visualizando, mas ele não respondia”, disse. Depois, o bancário parou de receber as mensagens.
O amigo Rodrigo Rabello, que também está mobilizado nas buscas, afirmou que o bancário jamais ficou mais de dois dias sem se comunicar, e que ele voltaria a trabalhar no dia 8 de agosto.
“A gente fica muito assustado, porque a gente acredita que ele saiu daqui para encontrar alguém que ele conheceu por um aplicativo, e esses aplicativos são muito perigosos”, disse Antônio.
Buscas conjuntas por equipes de SC e SP
Em Santa Catarina, o caso é acompanhado pela Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas. Segundo a Polícia Civil catarinense, o registro inicial do desaparecimento foi feito em São Paulo pela família e, entre as medidas adotadas, a polícia “realizou a difusão do caso em âmbito estadual e nacional, além da inclusão dos dados biométricos faciais da pessoa desaparecida nos sistemas de monitoramento da Grande Florianópolis, com compartilhamento direto de dados com a Polícia Militar e Guardas Municipais da região”.
Com isso, a delegacia também atua com troca de informações com a Polícia Civil do Estado de São Paulo.
“Até o momento, os levantamentos e cruzamentos de dados não apontaram novas movimentações sobre o paradeiro. As investigações prosseguem e a Polícia Civil ressalta que informações que auxiliem na localização podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque-Denúncia, no telefone 181, ou diretamente às equipes da DPPD”, finalizou, em nota.




