Com apenas 11 anos, Enzo Bard encontrou em uma sobremesa que gostava uma maneira de ajudar outras pessoas. Durante o isolamento de 2020 e 2021, o menino começou a preparar pavês em casa e vender cada unidade por R$ 5 no condomínio onde morava, no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro.
A ideia surgiu depois que ele viu pela televisão as dificuldades enfrentadas por famílias que ficaram sem trabalho durante aquele período. O que começou com ingredientes disponíveis na despensa ganhou novos participantes e chegou a outros prédios da região.
Uma sobremesa virou iniciativa
Enzo escolheu o pavê porque era uma de suas sobremesas favoritas. No começo, usava os ingredientes que já estavam em casa para preparar as unidades que seriam vendidas aos moradores.
Depois que as vendas começaram, parte do dinheiro passou a ser usada para comprar novos ingredientes. Dessa forma, a produção conseguia continuar enquanto o restante dos recursos seguia para a compra de alimentos.
O preço de cada pavê era de R$ 5. Ao todo, mais de 100 unidades haviam sido vendidas quando a história foi publicada em 2020.
Vizinhos também entraram na ação
A iniciativa deixou de depender apenas das vendas. Conforme os moradores conheceram o trabalho do menino, outras pessoas passaram a contribuir diretamente com alimentos.
Segundo a família, uma caixa foi colocada no condomínio para receber as doações. Os produtos arrecadados eram reunidos ao dinheiro obtido com os pavês.
Quando ainda faltavam itens para completar as cestas, os pais de Enzo ajudavam com a complementação. A divulgação também chegou a moradores de outros condomínios por meio do WhatsApp, aumentando o número de pedidos.
R$ 500 foram arrecadados
A venda dos pavês havia rendido R$ 500 para a ação. O valor era utilizado na compra dos alimentos destinados às famílias que precisavam de ajuda.
A mãe de Enzo, a professora Michelle Bard, também relatou que a família recebia doações de pães, que eram encaminhados junto com os demais alimentos.
A mobilização chegou a quase 100 cestas básicas, segundo a estimativa feita pela mãe do menino na época.
Ação já fazia parte da família
O envolvimento de Enzo com trabalhos sociais não começou com os pavês. De acordo com o pai, Sérgio, o menino acompanhava a família em ações desse tipo havia cerca de cinco anos.
Os pais já participavam de trabalhos sociais e atividades de Natal. Sérgio, inclusive, costumava se vestir de Papai Noel nessas ocasiões.
Na nova iniciativa, ele também ficou responsável por administrar os valores arrecadados pelo filho.
Mesmo com a sobremesa no centro da iniciativa, Enzo não revelou a receita do pavê. Ao falar sobre o preparo, o menino destacou o cuidado e a dedicação envolvidos no que estava fazendo.
A história, publicada originalmente em 2020 pelo Só Notícia Boa, mostra como uma ação que começou com ingredientes disponíveis em casa conseguiu reunir vendas, doações de moradores e participação da família.
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