OpenAI lança GPT-6 Astra, modelo que pesquisa, programa e executa tarefas no computador por conta própria 

Modelo combina raciocínio, programação e uso do computador, além de alcançar marcas inéditas em testes.

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Monitor de computador exibindo painel de controle e algoritmos de inteligência artificial em um escritório moderno.

GPT-6 Astra foi apresentado pela OpenAI como uma nova geração de inteligência artificial voltada a tarefas complexas e de longa duração. (Foto: Tim Witzdan, Pexels, CC)

A OpenAI apresentou o GPT-6 Astra nesta quinta-feira (3), colocando no mercado um modelo que tenta mudar a relação entre usuários e inteligência artificial. Em vez de apenas responder a comandos, a tecnologia foi desenvolvida para executar tarefas em várias etapas, usar computadores e navegadores e trabalhar com documentos, planilhas, apresentações e códigos.

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A novidade chega como sucessora do GPT-5.6 Sol e aparece em um momento no qual a disputa entre empresas de tecnologia começa a se concentrar menos em respostas isoladas e mais na capacidade de sistemas autônomos realizarem trabalhos completos.

A proposta do Astra é justamente essa: receber uma tarefa, compreender o objetivo, escolher os passos necessários e avançar na execução com menor necessidade de orientação humana.

Computador vira ferramenta

Uma das principais mudanças está na capacidade de operar interfaces digitais.

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Segundo a OpenAI, o GPT-6 Astra pode preencher formulários, atualizar registros em sistemas, organizar calendários, pesquisar na internet e produzir resumos em editores de documentos. O modelo também consegue analisar dados, gerar gráficos, criar sites, testar interfaces e ajudar na instalação e verificação de softwares.

Na prática, isso aproxima o modelo de um agente digital. A pessoa deixa de precisar explicar cada etapa de uma atividade e pode delegar um objetivo mais amplo.

Os números apresentados pela empresa reforçam essa evolução. No OSWorld 2.0, avaliação voltada ao uso de computadores, o Astra alcançou 72,6%, contra 65,7% do GPT-5.6 Sol. Nas simulações de latência divulgadas pela OpenAI, o novo modelo realizou as tarefas em cerca de 47% menos tempo.

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No Agents’ Last Exam, que reúne atividades profissionais realizadas em softwares reais, o Astra marcou 59,3%, acima dos 53,6% do GPT-5.6 Sol e dos 55,5% do Claude Opus 5 nos resultados apresentados pela empresa.

Desempenho chama atenção

Os resultados também avançaram em programação, matemática, ciência e outras atividades profissionais.

No BenchCAD, teste que avalia a reconstrução de objetos tridimensionais a partir de imagens por meio de código CAD, o GPT-6 Astra alcançou 95,9% de sobreposição geométrica. O GPT-5.6 Sol marcou 83,3% no mesmo comparativo.

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Outro resultado expressivo apareceu no ARC-AGI-3, avaliação de raciocínio abstrato. O Astra chegou a 99,9%, enquanto o GPT-5.6 Sol registrou 7,8% no comparativo divulgado pela OpenAI. A empresa também informou 98% no FrontierMath Tier 4 e 100% no ExploitBench.

Em ciência, o modelo atingiu 96% no GPQA Diamond, teste voltado a questões de nível de pós-graduação em áreas como biologia, química e física. No Terminal-Bench Science 0.1, chegou a 64,6%, avaliação que envolve fluxos de pesquisa científica com código e ferramentas de terminal.

Contexto fica mais longo

Outra característica importante é a quantidade de informação que o Astra consegue manter durante uma tarefa.

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A documentação da OpenAI informa uma janela de contexto de 1,05 milhão de tokens e capacidade máxima de saída de 128 mil tokens. O modelo também pode trabalhar com busca na internet, arquivos, geração de imagens, interpretador de código, shell e uso do computador por meio das ferramentas disponíveis na API.

No Codex, a OpenAI também introduziu um sistema para preservar informações entre diferentes janelas de contexto. A proposta é reduzir a perda de detalhes em projetos longos, como grandes refatorações de código ou sessões extensas de desenvolvimento.

Segurança vira desafio

O aumento de capacidade trouxe uma preocupação adicional: quanto mais tarefas um modelo consegue executar sozinho, maior é o impacto de uma eventual ação indevida.

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A própria OpenAI classificou o Astra no nível Crítico de capacidade de cibersegurança, o primeiro modelo da empresa a alcançar esse patamar dentro de seu Preparedness Framework. Segundo a companhia, com ferramentas e acesso adequados, o sistema conseguiu identificar vulnerabilidades desconhecidas e desenvolver cadeias de exploração sem orientação humana em determinadas avaliações.

Em um teste chamado ExploitBench, o Astra obteve 100%. Em uma avaliação interna posterior, a empresa afirma que o modelo chegou a descobrir duas vulnerabilidades de dia zero durante a construção de uma cadeia de exploração.

Por isso, o lançamento veio acompanhado de novas barreiras. A OpenAI afirma ter reforçado recusas para pedidos cibernéticos perigosos, monitoramento e mecanismos capazes de interromper ações potencialmente não autorizadas.

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Acesso será gradual

O GPT-6 Astra começou a ser liberado para um grupo limitado de organizações e terá expansão para usuários dos planos ChatGPT Plus, Pro, Business e Enterprise. A API também receberá o modelo, assim como plataformas de nuvem parceiras.

Na API, o modelo utiliza o identificador “gpt-6-astra”. A OpenAI informa preço padrão de US$ 10 por milhão de tokens de entrada e US$ 50 por milhão de tokens de saída.