Após alargamento milionário, praia que quase “sumiu do mapa” começa a receber vegetação para nova restinga

Trabalhos na Praia do Gravatá entraram em nova fase com o plantio de restinga

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Operação de plantio deve se estender por até 60 dias e prevê oito espécies de vegetação para compor a restinga (Foto: Secom Navegantes, Divulgação)

Após passar por uma obra milionária de alargamento, a Praia do Gravatá, em Navegantes, que saiu de uma faixa de areia quase inexistente em alguns trechos para até 70 metros de largura, avança para uma nova fase do projeto. Em setembro, a Prefeitura de Navegantes deu início ao plantio e recuperação da vegetação de restinga na orla.

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A medida atende ao acordo firmado entre o município e o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA/SC), para a licença ambiental que autorizou a obra de alargamento no local. O trabalho deve durar cerca de 60 dias e prevê o manejo de oito espécies de plantas, incluindo a Bromelia antiacantha, conhecida popularmente como gravatá, e responsável por nomear a praia.

Segundo a gestão municipal, implantação deve ser realizada em pontos previamente delimitados ao longo da orla, em uma faixa de 14 metros de largura entre o Molhe do Gravatá e a Pedra da Miraguaia. As espécies utilizadas serão transplantadas de outros trechos do litoral de Navegantes para formar a nova área de restinga.

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A prefeitura destaca ainda que a vegetação escolhida terá porte baixo, para não comprometer a visibilidade da praia e do mar. O trabalho também será acompanhado pelo Instituto Ambiental de Navegantes (IAN), que deverá monitorar o desenvolvimento das plantas nos próximos anos e realizar substituições caso seja necessário.

Restinga protege a nova faixa de areia do Gravatá

Além de atender a uma exigência do licenciamento ambiental, o plantio tem uma função importante na preservação da área que passou pelo alargamento. A restinga ajuda a fixar a areia naturalmente e reduz os efeitos da erosão provocada pelo vento e pelas ressacas.

A vegetação também contribui para a recuperação do equilíbrio ecológico da região e funciona como uma barreira natural de proteção da praia. Com isso, a expectativa é que o desenvolvimento da restinga ajude a manter a nova configuração da faixa de areia ao longo dos anos.

Para o superintendente do IAN, Diego Dias, a recuperação da vegetação é fundamental para a consolidação da área após a obra.

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A implantação da vegetação de restinga é fundamental para a consolidação e sustentabilidade do novo ecossistema costeiro do Gravatá. Ela atua como um fixador natural da areia, reduz a erosão provocada pelas ressacas e pelo vento, e restaura o equilíbrio ecológico local.

Ainda segundo Diego, a vegetação também contribui para a estabilidade e a longevidade do alargamento da Praia do Gravatá, ajudando a proteger a faixa de areia dos efeitos naturais que atuam sobre a costa.

Antes e depois de alargamento milionário impressiona

Obra contou com investimento de mais de R$ 30 milhões

Reaberta no dia 12 de agosto, a Praia do Gravatá passou mais de 20 dias interditada para o andamento das obras de alargamento. Com o auxílio da draga de origem chinesa Galileo Galilei e um investimento público de R$ 31,5 milhões, os trabalhos ampliaram a faixa de areia ao longo de 2,3 quilômetros, entre a região próxima ao Rio das Pedras e o Molhe do Gravatá.

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A intervenção fez a praia passar de trechos com faixa de areia quase inexistente para uma extensão de até 70 metros. Durante a obra, a areia foi retirada do fundo do mar, transportada e bombeada até a orla, onde passou pelo processo de espalhamento e nivelamento.