Após queda no faturamento de vendas, a marca de óculos Chilli Beans, de Caito Maia, entrou em processo de negociação de dívidas e compromissos financeiros com bancos. A empresa anunciou a contratação do novo co-CEO da marca, André Dela Togna, que deve auxiliar na condução das tratativas financeiras com os credores. O comunicado ocorreu no dia 31 de agosto.
Em comunicado à revista Veja, a marca de óculos negou que esteja passando por um processo de recuperação judicial, mas explicou que mantém uma negociação avançada com os bancos credores para resolver impasses financeiros. A empresa também confirmou que a contratação do novo co-Ceo estaria ligada com as negociações de dívidas.
“Para auxiliar a empresa neste projeto, o executivo André Dela Togna assumirá, no dia 1 de outubro, como vice-presidente da companhia (co-CEO), apoiando operacionalmente o CEO, Caito Maia, que pretende se dedicar cada vez mais aos clientes e franqueados”, afirmou a Chilli Beans.
Como os números se relacionam com a dívida da Chilli Beans
A situação financeira da Chilli Beans reúne dois movimentos ocorridos simultaneamente: de um lado, uma dívida, informada pela Veja, que havia chegado a R$ 600 milhões ao final de 2025, de outro, a redução do faturamento das unidades franqueadas durante os primeiros meses de 2026.
A empresa agora busca negociar com os bancos credores condições diferentes para seus compromissos, incluindo prazos de pagamento mais longos e juros menores.
Com a chegada do novo co-CEO André Dela Togna, a marca de óculos visa ampliar a estrutura de comando da companhia justamente no momento em que as conversas com as instituições financeiras avançam.
A reportagem do NSC Total entrou em contato com a assessoria de comunicação da Chilli Beans, mas a última atualização desta matéria não obteve respostas. O espaço segue aberto para pronunciamentos.
O que explica a dívida da Chilli Beans nos últimos anos
A negociação de dívidas e compromissos financeiros com credores teria, principalmente, uma ligação com a retração nas vendas da marca.
Segundo dados divulgados pela Veja, os estabelecimentos da empresa teriam movimentado cerca de R$ 380 milhões entre janeiro e julho de 2026. O valor representa uma redução de 12,3% frente aos R$ 423 milhões registrados no mesmo período de 2025.
Em posicionamento à revista, Chilli Beans apresentou um recorte mais recente dos resultados e informou que, entre janeiro e agosto de 2026, as vendas tiveram queda de 2,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Apesar da retração acumulada, agosto apresentou desempenho diferente. Segundo a empresa, as vendas cresceram 8% em relação a agosto de 2025. A companhia também afirmou que os resultados do último Dia dos Pais foram recordes.





