Em 2016, a Senior Sistemas já tinha bem definido os três pilares centrais da sua estratégia de negócios: crescimento orgânico onde já atuava, desenvolvimento de novos produtos e aquisições de outras empresas para ampliar mercados e portfólio. Era com essa base que a companhia de Blumenau, que atua no ramo desenvolvimento de softwares, buscava o primeiro bilhão em faturamento.
O resultado, considerando o acumulado nos 12 meses anteriores, foi atingido pela primeira vez em agosto de 2024. Agora a Senior quer mais. E já mira receitas de R$ 5 bilhões no médio prazo, estimado para 2030. A meta foi informada ao Pipeline, site de negócios do Valor Econômico, em reportagem publicada nesta semana. À coluna, a empresa confirmou os números.
A Senior, acrescenta a reportagem, contratou uma consultoria para estruturar o plano e dimensionar a organização necessária para se tornar uma companhia cinco vezes maior. Mas os fundamentos para o novo ciclo de crescimento são basicamente os mesmos de 10 anos atrás. O crescimento orgânico, que vinha girando entre 14% e 15%, subiu para uma faixa entre 17% e 18% e em 2026 deve ficar acima de 20%.
As aquisições, outro frente importante de crescimento, também vão continuar. Já foram mais de 30 nos últimos 15 anos. Uma das mais recentes, anunciadas em janeiro, representou também o maior cheque já assinado pela companhia. A Senior desembolsou R$ 318 milhões para comprar a Salú, empresa de São Paulo especializada em saúde ocupacional. Trouxe, além da plataforma, mais 800 clientes para a carteira.
Atualmente, segundo a reportagem, a Senior mantém um mapa de companhias alvo de aquisições que, somadas, representam quase R$ 2 bilhões em receita. São conversas em diferentes estágios no Brasil e na América Latina.
