Assim será a vida na Orion, a nave que levará o ser humano de volta à Lua na missão Artemis II

Saiba como quatro exploradores vão viver dentro de uma cápsula espacial durante dez dias rumo ao solo lunar

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A Lua brilha sobre o SLS (Sistema de Lançamento Espacial) e a espaçonave Orion, no topo da plataforma de lançamento móvel, em 1º de fevereiro de 2026. O foguete está atualmente na Plataforma de Lançamento 39B do Centro Espacial Kennedy da NASA, na Flórida, enquanto as equipes se preparam para um ensaio geral na água, a fim de praticar os cronogramas e procedimentos para o lançamento da missão Artemis II.

A NASA prepara o retorno humano à Lua com tecnologias que garantem a sobrevivência e o bem-estar no vácuo (Foto: Sam Lott, NASA)

Imagine morar em um lugar com o tamanho de duas vans por dez dias. Essa é a realidade que aguarda a tripulação da Artemis II em março de 2026. 

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Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen vão orbitar a Lua após cinco décadas do fim da era Apollo.

Eles não vão tocar o chão lunar nesta etapa específica. O objetivo principal foca em testar os sistemas de voo para garantir que futuras descidas aconteçam com total segurança. 

Essa jornada marca o reinício das viagens tripuladas para longe da órbita terrestre.

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A vida dentro da cápsula espacial

A cápsula Orion oferece um espaço habitável de nove metros cúbicos para os quatro integrantes.

Logo após o lançamento, os astronautas retiram dois assentos para criar mais área livre na cabine principal. Como não há gravidade, as paredes e o teto funcionam como superfícies úteis de trabalho.

Os tripulantes aproveitam o ambiente em três dimensões de forma constante. 

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Isso permite que eles se desloquem com facilidade pelo interior da estrutura metálica. O espaço interno é otimizado para que a moradia funcione também como um escritório tecnológico avançado.

Suporte essencial para os viajantes

O Módulo de Serviço Europeu fica posicionado logo atrás da cabine de comando. 

Ele carrega suprimentos vitais como água e oxigênio para manter a saúde de todos. A Agência Espacial Europeia desenvolveu essa peça fundamental para fornecer energia e propulsão durante as manobras.

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Embora não seja uma área onde os astronautas possam entrar, o sistema é crucial. 

Sem esse apoio técnico a missão não conseguiria realizar as correções de rota necessárias.

Como funciona o sono na órbita

Dormir no espaço exige adaptações curiosas pela ausência de uma cama tradicional. 

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Cada pessoa utiliza um saco de dormir preso firmemente nas paredes da nave. Como o peso do corpo desaparece não existe a necessidade de usar colchões macios.

A tripulação descansa por cerca de oito horas todos os dias da missão. Esse repouso ajuda a manter o foco nas tarefas complexas que o voo exige. O silêncio total não existe, mas o isolamento físico é garantido pelos compartimentos.

Luz solar e higiene pessoal

As janelas da Orion recebem coberturas especiais para simular o período da noite. 

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Os astronautas usam tablets dentro dos sacos de dormir para manter a saúde mental. Esse hábito simples e comum na Terra ajuda a reduzir o estresse de viver em um local fechado.

Tomar banho com chuveiro é impossível por causa das gotas que flutuariam sem parar. 

A limpeza do corpo ocorre com toalhas úmidas e produtos que não precisam de enxágue. O banheiro utiliza um sistema de sucção para gerenciar os resíduos de forma higiênica.

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Alimentação e cuidados com os músculos

A comida espacial é feita em embalagens leves e prontas para o consumo rápido. 

Muitos alimentos passam por um processo de reidratação com a água da própria nave. Esse método economiza peso e evita o desperdício de recursos valiosos durante o trajeto.

A falta de gravidade enfraquece os ossos e os músculos de forma acelerada. Para combater esse efeito, os astronautas treinam 30 minutos por dia em um volante de inércia. 

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Esse equipamento funciona como um ioiô que gera resistência para exercícios de força.

Comunicação e sons do ambiente

A Orion mantém contato com a Terra através da Rede de Espaço Profundo da NASA. 

Os dados e as imagens viajam pelo vácuo quase em tempo real para as equipes de solo. O uso de laptops e headsets facilita a troca de informações técnicas constantes.

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O interior da nave apresenta um ruído contínuo vindo dos ventiladores e purificadores de ar, mas engenheiros planejaram a acústica para que esse som não incomode os ouvidos da tripulação. 

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