Nova Volkswagen Tukan será a primeira híbrida flex nacional da marca, mas escolha por sistema de 12 volts mostra estratégia diferente da esperada 

Tecnologia de 12 volts auxiliará o motor a combustão, enquanto configurações de entrada deverão manter uma mecânica tradicional. 

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Nova Volkswagen Tukan

Volkswagen Tukan será a primeira picape nacional da marca com motorização híbrida flex, combinando tecnologia eletrificada e motor a combustão. (Foto: Reprodução/Volkswagen)

A Volkswagen prepara sua entrada no segmento de picapes nacionais eletrificadas com uma solução diferente da que vinha sendo esperada. A nova Tukan deverá combinar um motor 1.0 turbo flex com um sistema híbrido leve de 12 volts, tecnologia semelhante à utilizada em veículos da Fiat, Jeep e Peugeot.

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A informação foi divulgada pela revista Autoesporte, que apurou detalhes da motorização prevista para as versões superiores da picape. Embora a fabricante já tenha confirmado que a Tukan será seu primeiro veículo híbrido flex produzido no Brasil, a configuração técnica ainda não havia sido detalhada oficialmente.

A escolha também indica uma mudança que poderá alcançar outros automóveis da Volkswagen fabricados no país. A tecnologia de 12 volts deve ajudar a marca a adaptar seus motores às exigências de emissões sem depender de um conjunto híbrido de maior tensão.

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Como funcionará o sistema

O conjunto previsto para a Tukan pertence à categoria dos híbridos leves, conhecida pela sigla MHEV. Diferentemente de um híbrido pleno, esse sistema não permite que o veículo circule utilizando somente eletricidade.

Sua função é auxiliar o motor a combustão em determinadas situações, especialmente durante partidas e acelerações.

Segundo a apuração da Autoesporte, a picape deverá utilizar um pequeno motor elétrico com potência estimada entre 5 e 10 cv. O equipamento substituirá o alternador e o motor de partida convencionais e será alimentado por uma bateria de íons de lítio instalada abaixo de um dos bancos dianteiros.

O funcionamento poderá contribuir para respostas mais rápidas ao acelerador e ajudar na eficiência do conjunto. O ganho efetivo de consumo, entretanto, ainda não foi divulgado.

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Motor ainda não definido

Apesar da previsão de utilização do motor 1.0 TSI, a calibração escolhida pela Volkswagen permanece incerta.

Uma possibilidade é o 200 TSI, que passou a equipar o Tera 2027 com potência de até 128 cv e torque de 20,4 kgfm quando abastecido com etanol. Nessa configuração, o câmbio automático possui oito marchas.

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Outra alternativa é o 170 TSI, capaz de entregar até 116 cv e 16,8 kgfm, associado a uma transmissão automática de seis velocidades.

A Autoesporte considera a segunda configuração mais provável, mas ainda não há confirmação da fabricante.

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Tecnologia poderá chegar a outros carros

A estreia da eletrificação leve na Tukan poderá representar o início de uma ampliação da tecnologia na linha nacional da Volkswagen.

Entre os modelos apontados como possíveis futuros usuários do sistema estão Polo, Virtus 170 TSI, Nivus Sense e versões intermediárias do Tera.

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A estratégia também está relacionada às exigências do Proconve L8, programa brasileiro que estabelece limites para emissões de poluentes dos veículos.

Enquanto isso, a Volkswagen prepara um conjunto diferente para o futuro SUV cupê de projeto Saga, previsto para o início de 2028. Nesse caso, a motorização deverá combinar o motor 1.5 TSI Evo2 flex com um sistema híbrido leve de 48 volts. Também está prevista uma configuração híbrida plena de 170 cv.

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Versões terão propostas diferentes

A eletrificação não deverá estar presente em toda a família Tukan.

De acordo com a reportagem, o conjunto 1.0 turbo híbrido leve ficará concentrado nas versões superiores de cabine dupla, incluindo a Extreme, já apresentada como configuração de topo.

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As opções de cabine simples deverão utilizar o motor 1.6 MSI aspirado flex, de quatro cilindros e 16 válvulas, capaz de entregar até 116 cv e 16,1 kgfm. A transmissão prevista é manual.

Na estrutura, a picape terá suspensão traseira com eixo rígido do tipo ômega e molas semielípticas, solução semelhante à utilizada pela Fiat Strada. O objetivo é favorecer a resistência do conjunto e a capacidade de transporte de carga.

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Os freios traseiros serão a tambor.

Tamanho próximo ao da Montana

A Volkswagen ainda não divulgou as dimensões oficiais da Tukan. A expectativa apresentada pela Autoesporte é de um veículo com proporções próximas às da Chevrolet Montana.

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Como referência, isso significaria aproximadamente 4,70 metros de comprimento, 1,80 metro de largura, 1,60 metro de altura e 2,80 metros de distância entre os eixos.

A nova picape também deverá oferecer uma caçamba maior e capacidade de carga superior à da Saveiro.

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Veja também: Novo BYD Dolphin G terá motor flex e pode ser o híbrido mais barato da marca no Brasil em 2027.