O governo do Irã declarou na última semana que as empresas do ex-trilionário Elon Musk passaram a ser consideradas “alvos militares legítimos” pelas forças armadas do país.
De acordo com o canal de comunicação estatal de Teerã, a SpaceX e a rede de satélites Starlink, empresas de internet do executivo, estariam operando de forma clandestina no país, servindo como ferramentas de espionagem e apoio logístico para operações dos Estados Unidos.
Internet de Musk teria auxiliado ações de guerra
No comunicado, o regime alega ter mapeado as coordenadas operacionais de terminais da Starlink na região. E ainda declarou que “qualquer infraestrutura comercial que colabore com atividades hostis contra a soberania do Irã perderá sua imunidade civil”.
A agência estatal também afirma que os Estados Unidos teria cometido crimes de guerra contra o Irã com o uso de equipamentos de rede espacial via satélite. A tecnologia teria viabilizado desde ataques de drones aéreos até a triangulação de alvos para mísseis de longo alcance.
Irã possui conflitos anteriores com Musk
A insatisfação do Irã com Elon Musk não é recente. A Starlink tem sido utilizada por ativistas locais para burlar os bloqueios de internet impostos pela ditadura teocrática durante os protestos civis que ecoaram pelo país nos últimos anos.
Na ocasião, o executivo chegou a declarar publicamente na ocasião que ativaria os satélites para garantir “a livre circulação de informações” aos cidadãos iranianos, o que foi visto como intervenção externa pelo regime.
O impacto no mercado e silêncio da SpaceX
Especialistas em defesa ouvidos pela CNBC alertam que a ameaça eleva o risco para navios de suporte e instalações de telecomunicações no Golfo Pérsico. Segundo o site, a declaração veio na mesma noite em que Donald Trump ameaçou novos ataques ao país.
Até o momento, nem Elon Musk nem a direção executiva da SpaceX emitiram um posicionamento oficial sobre as declarações do governo iraniano.
