A falta de peritos no Instituto Geral de Perícias de Santa Catarina (IGP-SC) começa a afetar o serviços do órgão no Estado. Os gestores se veem diante de um dilema. Com a ausência de profissionais em certas regiões, algumas atividades devem ser suspensas. É o caso de Rio do Sul, onde os atendimentos do Instituto Médico Legal (IML) em todo o Alto Vale do Itajaí são feitos por uma pessoa. Em Concórdia, Porto União e Palhoça não há peritos oficiais trabalhando nas sedes do IGP. Das 29 unidades do instituto em SC, 16 delas não têm papiloscopistas, profissionais que trabalham na identificação humana. Na área de perícia de áudio e vídeo, há demanda reprimida de sete anos no Estado.
Para solucionar esse problema há um concurso com 51 aprovados nas funções de perito oficial e técnico pericial. A direção do IGP-SC tenta sensibilizar o governador Eduardo Pìnho Moreira (MDB) do problema para que pelo menos 20 deles sejam chamados ainda em 2018. Mesmo com o impedimento de nomeações por conta da legislação eleitoral, a segurança é considerada uma área prioritária, o que justificaria as contratações.
No entanto, a situação financeira do Estado é usada como argumento para a negativa de qualquer chamamento de novos servidores. No mês de maio, o gasto com pessoal em SC chegou a 0,01% do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal.
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Mais concurso
No balanço dos números da segurança pública de SC, ontem, o governador Eduardo Pinho Moreira (MDB) diz que pretende abrir um concurso para soldados da Polícia Militar (PM) ainda em 2018. O processo seletivo, no entanto, ainda não foi autorizado oficialmente pelo governo. Por enquanto, está só na fala de Pinho Moreira. Não há nem um número de policiais a serem contratados.
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