Carlos Bolsonaro renunciou ao cargo de vereador no Rio de Janeiro no final de 2025 para se estabelecer no domicílio eleitoral em Santa Catarina. Desde então, vinha anunciando o plano de concorrer a uma das duas vagas catarinenses no Senado em disputa nesta eleição de 2026. Mesmo assim, a principal crítica recebida por Carlos é justamente o fato de que seus movimentos para ocupar o espaço estão longe de representar a imagem de alguém que se esforça para vencer a eleição, em que a apresentação de bandeiras catarinenses deveria ser a prioridade.
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O que se vê é uma espécie de relação “culposa” do ex-vereador com a eleição em SC. Explico: Carlos adotou um tom de discurso que evita falar sobre o Estado e coloca o foco no fato de ser irmão de um candidato à Presidência e filho de um ex-presidente da República. Ao mesmo tempo, mira no STF. As pautas catarinenses ficam em segundo, e até terceiro, plano.
Logo no começo da campanha, Carlos deu sinais de que ainda segue conectado ao Rio de Janeiro, a Brasília e a São Paulo. Ele tem feito agendas ao lado dos demais integrantes da majoritária liderada pelo governador e candidato à reeleição Jorginho Mello (PL), mas como coadjuvante. Isso sem entrar em outros episódios, como a contratação de serviços gráficos do RJ para a campanha em SC.
A cereja do bolo dessa “relação culposa” é a ausência em entrevistas e debates. Carlos, apesar de estar nas ruas e nos espaços eleitorais de TV e rádio, não se esforça para esclarecer como pretende representar SC e suas pautas no Senado, para além da relação com um presidenciável e um ex-presidente.
