Estrada Boa e Novo PAC: Jorginho e Lula usam a mesma estratégia para lançar pacotões

Lançamentos dos programas ocorreram em dias consecutivos

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Jorginho, com Estrada Boa, e Lula, com o novo PAC (Montagem com fotos de Eduardo Valente/Secom e Ricardo Stuckert/PR)

Jorginho Mello na quinta-feira (10) e Lula na sexta-feira (11). O governador de Santa Catarina e o presidente da República adotaram a mesma estratégia para lançar pacotões de obras e investimentos em dias consecutivos. Ambos juntaram dezenas (no caso de Jorginho) e centenas (no caso de Lula) de obras que já estavam planejadas ou previstas para dar solenidade aos programas. Salvo uma obra ou outra, a grande maioria dos anúncios já era conhecida pelas lideranças e políticas e pela população.

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No marketing, podemos chamar os atos de “rebranding”. O governador e o presidente criaram marcas novas para empacotar obras e investimentos e deixar para trás os outros governos. Ao mesmo tempo, estabeleceram prazos e compromissos para acabar com problemas que há anos incomodam as populações das regiões aonde estão programados os recursos.

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Como não há nada muito “novo” nos dois pacotes, os dois chefes do Executivo agora apostam na entrega. Caso consigam entregar o que outros gestores não deram conta, vão justificar o “rebranding” e marcar posição sobre obras históricas.

“Estrada Boa”

Na apresentação feita pelo secretário-adjunto de Infraestrutura, Ricardo Grando, no lançamento do programa, há a estimativa de que em 10 meses serão recuperados todos os trechos em situação crítica. Até maio de 2024, promete a secretaria, estarão prontos os locais que precisam passar por obras mais urgentes. O prazo é apertado, ainda mais se tratando de obras que necessitam de eventuais licitações e da mobilização de empresas. Os técnicos da secretaria de Infraestrutura defendem que há como cumprir o que foi estabelecido.

Um segundo desafio está justamente no volume das obras. Ainda no governo Moisés, uma das dificuldades do Estado em colocar máquinas nas ruas foi a falta de empresas interessadas. Como havia muitas licitações, não tinha tanta empresa à disposição para fazer todas as obras. O atual cenário pode se repetir novamente, com muitas licitações ficando desertas.

Novo PAC

O programa prevê R$ 48,3 bilhões para Santa Catarina. No entanto, dentro do pacote há diversos tipos de investimentos que fogem até da alçada do governo federal. Há, por exemplo, a previsão da colocação de recursos por parte das concessionárias das rodovias federais catarinenses. Assim como estão previstos os recursos das obras em andamento.

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As duplicações das BRs 470 e 280, em andamento há anos no Estado, também constam dentro do novo PAC. Isto comprova que o governo federal empacotou tudo o que tinha previsto para SC e envelopou para dar uma “cara nova” aos investimentos.

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