Não surpreende a postura de Flávio Bolsonaro (PL) ao preferir criar cenários sem apresentar provas do que a de reconhecer a derrota para Lula (PT), neste domingo (25). Surpresa seria se o senador do Rio de Janeiro seguisse um caminho diferente daquele adotado pelo pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que em 2022 também não reconheceu a derrota para Lula e, posteriormente, foi preso por tentativa de golpe de Estado.
Flávio, em 2026, portanto, repete a postura golpista do pai. Não reconhece a derrota e prefere inventar um cenário. Mais do que isso: criticou a prorrogação do horário da eleição sem citar que o próprio PL fez o mesmo pedido ao longo do dia.
A derrota de Flávio passa por muito pontos. Esta coluna poderia fazer uma lista de pontos específicos e discorrer sobre eles, mas o próprio candidato evitou qualquer análise neste sentido ao preferir resumir a derrota a um discurso de postura golpista.
Numa eventual lista de motivos para a derrota do senador carioca, entretanto, o que não estaria seria o sistema eleitoral, que funcionou plenamente. Creditar o resultado a fatos sem comprovação é a comprovação de que a família Bolsonaro nada aprendeu com tudo o que ocorreu nos últimos quatro anos. E, pior, resolveu insistir no erro.
