Há um jogo de xadrez em andamento em Santa Catarina. De um lado, o atual governador do Estado, Jorginho Mello (PL). Do outro, o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), que faz movimentos coordenados por caciques pessedistas no Estado. Sobre a mesa, está o tabuleiro das eleições de 2026. Ambos fazem movimentos semanalmente, alguns mais bruscos, outros mais sensíveis. Quando um mexe, o outro responde, e assim o clima esquenta.
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Durante a última semana, por pouco os dois não estiveram no mesmo ambiente, durante o lançamento da Efapi 2025, feira de Chapecó que terá na edição deste ano a última sob o comando de João na prefeitura. Em abril de 2026, ele renuncia ao cargo para disputar a eleição. Jorginho chegou a confirmar presença, mas alegou questões climáticas que o evitaram de pousar em Chapecó para não estar no evento.
Dois dias antes, Jorginho esteve em São Paulo para um jantar com o principal nome do PSD no Brasil, Gilberto Kassab. O governador catarinense tem feitos movimentos com os presidentes nacionais dos partidos em busca de apoios que possam repercutir em SC.
Nas últimas semanas, tanto Jorginho como João aceleraram as conversas com vários partidos. União Brasil, Progressistas e o próprio PSD estiveram no centro das negociações. O tabuleiro não para de se mexer, e pode ficar ainda mais agitado caso do TSE decida pela cassação do mandato do senador Jorge Seif (PL-SC) e determine uma eleição suplementar para a cadeira dele.
Apesar de, tradicionalmente, os candidatos ao governo ganharem força no ano da eleição, desta vez o clima surgiu bem antes.
