O brasileiro vive uma ressaca pela crise moral do STF

A sessão de 15 de setembro não foi um episódio isolado, mas um sintoma

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(Foto: Fellipe Sampaio/STF)

A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 15 de setembro de 2026, quando deveria ter sido votada a abertura ou não de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no caso Master, deixou efeitos de ressaca sobre os brasileiros. Uma ressaca não construída pelo cidadão, mas que surgiu pela crise moral do próprio Supremo. Ali, diante dos milhões de brasileiros, os ministros demonstraram o tamanho da instabilidade institucional vivida pelo órgão atualmente.

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Boa parte dos ministros, porém, não parece ter sentido os efeitos desta crise. A sessão demonstrou isto, aliás. Ali, diante dos olhares aflitos da população, seguiram linhas já esperadas e defesas, no mínimo, questionáveis. Por trás disso, uma aparente necessidade de proteção interna. Uma proteção que é somente essa, repito: interna. Porque, externamente, a sociedade está exposta – e com ressaca.

Resta, portanto, uma pergunta que não pode ser respondida apenas dentro dos gabinetes do Supremo: até quando a instituição resistirá sustentada por uma coesão de fachada, enquanto sua credibilidade se corrói perante quem ela deveria prestar contas? A sessão de 15 de setembro não foi um episódio isolado, mas um sintoma. Protagonizada por dois grupos distintos.

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E sintomas ignorados tendem a se agravar. Cabe aos próprios ministros decidir se vão tratar a crise como uma ameaça externa, a ser repelida com discursos de defesa mútua, ou como um chamado à autocrítica, indispensável para que o STF recupere a confiança que perdeu pelo caminho. Enquanto essa escolha não for feita, a ressaca institucional continuará sendo do país, não do Supremo.