Semana na Grande Florianópolis é marcada pela farra na criação de cargos comissionados

Em duas cidades proposta polêmicas estiveram ou estão em discussão nas Câmaras de Vereadores

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Em Palhoça, velocidade na tramitação chamou a atenção (Foto: Reprodução)

Projetos de criação de cargos comissionados nas prefeituras da Grande Florianópolis repercutiram nos últimos dias. Em contextos e cenários distintos, Florianópolis e Palhoça enviaram projetos às Câmaras de Vereadores propondo a criação de novos espaços para funções de confiança, o que gerou questionamentos sobre a real necessidade desses cargos no serviço público e sobre as funções criadas.

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O caso de Palhoça é ainda mais controverso. Foram aprovados 101 novos cargos comissionados em diferentes secretarias, com uma tramitação que poderia ser digna de um “livro dos recordes”. O texto, assinado pelo prefeito Eduardo Freccia (PL), chegou ao Legislativo na segunda-feira, 31 de março, à tarde. Menos de 24 horas depois, o projeto foi submetido a duas votações na Câmara Municipal, sem qualquer discussão.

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Além da prudência que a prefeitura deveria ter ao criar centenas de cargos de confiança, a Câmara Municipal deveria ser o “escudo” da população contra projetos como esse, apresentados pelo município. No entanto, o que ocorreu foi o oposto. Os vereadores levaram apenas 47 segundos para aprovar o projeto, sem qualquer manifestação, nem mesmo pública. Ainda durante a semana, na quarta-feira, o prefeito Freccia sancionou a criação dos cargos.

Em Florianópolis, a criação de cargos é menor, com um total de 28 novas funções. Porém, o que chama a atenção na capital é outro aspecto. No final de 2024, o prefeito Topazio Neto (PSD) aprovou na Câmara uma redução de R$ 2 milhões em cargos para os próximos quatro anos. Agora, três meses depois, ele propõe a criação de 28 novos cargos, com um custo de R$ 9,7 milhões no mesmo período. Por mais que existam justificativas para eventuais necessidades, essa mudança não deixa de ser, no mínimo, contraditória.