Ana Campagnolo: “Meu voto foi mais ideológico que regional”

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Esta série de entrevistas traz os deputados estaduais eleitos na região da foz do Itajaí-Açu (Amfri). Confira também Onir Mocellin, Paulinha e Maurício Eskudlark.

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Ana Caroline Campagnolo

Partido: PSL

Idade: 27 anos

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Cidade: Itajaí

Votação: 34.722

Você mudou-se do Oeste para Itajaí recentemente. Vai representar a região?

Nasci no Litoral, mas morei no extremo Oeste. Entendo que meu voto foi mais ideológico que regional. Vou valorizar as cidades que me deram muitos votos, como Joinville, Blumenau, São Bento do Sul, Itapoá. Mas olharei com amor por Chapecó e Itajaí.

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Quais são suas propostas?

Tenho um pensamento mais liberal, de flexibilizar e diminuir a tributação, o imposto sobre herança que é absurdo em SC. Nossa primeira bandeira é economia liberal. A segunda é no combate à hegemonia marxista nas escolas, a instituição da escola sem partido, além da valorização da polícia civil e militar na segurança pública. E, no que for possível, o combate ideológico contra qualquer tipo de pauta da ideologia de gênero. É um pensamento bem conservador. A população catarinense é mais conservadora do que aparenta.

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Você é estreante na política. Acredita que os posicionamentos antifeministas ajudaram a eleger-se?

Consegui abraçar um nicho de ideologia bem clara, que é algo que atrai. Um posicionamento bem conservador, que atrai o eleitor. Existe um número crescente de mulheres se interessando por política e vendo que o movimento feminista é ideológico de esquerda. Tem mulheres cansadas de ter só essa alternativa. Pessoas como eu representam mulheres que não defendem o feminismo, que não precisam de amarras ideológicas. As mulheres se identificam com isso.

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