Os dois primeiros meses do ano foram de baixa na movimentação de contêineres do Complexo Portuário do Itajaí-Açu, que integra os portos de Itajaí e Navegantes, em comparação com o ano passado. Embora os terminais tenham registrado um ligeiro aumento na quantidade de atracações, resultado da chegada de novas linhas, o volume de contêineres baixou 6% em fevereiro. O motivo é a queda nas exportações de contêineres frigorificados, que são a especialidade dos portos locais.
As exportações de frango e carne tiveram redução de 20% em fevereiro, reflexo, em grande parte, do embargo da Rússia à carne brasileira, que se estende desde novembro. Outro produto que teve queda considerável foi o pescado: 69% menos do que em fevereiro de 2017. Resultado suspensão das exportações de pescado brasileiro para a União Europeia _ ainda que uma grande parte dos peixes seja enviada ao exterior por via aérea.
Apesar da baixa o resultado é melhor que o de janeiro, quando a redução, no comparativo com 2017, foi de 9%. No acumulado do ano, foram movimentados 167 mil TEUs (medida que equivale a contêineres de 20 pés). Em fevereiro, o número é de 81 mil TEUs.
A expectativa, agora, é pelo comportamento do mercado nas próximas semanas. Possíveis sanções decorrentes da segunda fase da Operação Carne Fraca, deflagrada este mês, podem ter, novamente, interferência nas exportações brasileiras _ e afetar os resultados dos portos.
Para cima
O resultado da movimentação de cargas pode estar abaixo do esperado, mas a APM Terminals, arrendatária do Porto de Itajaí, tem motivos para comemorar. As atracações nos dois cais que são administrados pela empresa aumentaram 29% em comparação com fevereiro do ano passado. Três novos serviços, para a África do Sul, Europa e América do Sul, que começaram a operar no mês passado.
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