A empresa britânica The Sports Consultancy, responsável por definir as próximas paradas da Volvo Ocean Race — agora denominada Atlant Ocean Racing — colocou Itajaí e Auckland, na Nova Zelândia, automaticamente na segunda fase de seleção para 2021. Isso significa que as duas cidades não passarão por novas auditorias para avaliar infraestrutura, já que foram bem-sucedidas em edições anteriores.
Itajaí novamente concorrerá com Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ) na disputa por sediar a parada brasileira da regata. As três cidades já disputaram a Stopover de abril deste ano, que ocorreu em Itajaí. Rio e Salvador enviaram representantes para acompanhar o evento de perto em Santa Catarina.
Além de infraestrutura e serviços, acordos financeiros têm papel importante na negociação. A Secretaria de Turismo de Itajaí aguarda um posicionamento mais concreto da organização da regata para discutir apoio junto ao Governo do Estado. O recém-eleito deputado estadual Onir Mocelin (PSL) comprometeu-se a fazer a intermediação junto ao governador eleito Carlos Moisés (PSL).
Impostos compensaram
Um levantamento feito pelo Instituto de Pesquisas Sociais da Univali mostrou que a passagem da Volvo Ocean Race por Itajaí, este ano, movimentou R$ 83 milhões. O valor é quase sete vezes o total de investimentos públicos e privados.
O Governo do Estado entrou com a maior fatia, de R$ 4,7 milhões. Mas o retorno de ICMS compensou o investimento com sobra — foram R$ 6 milhões em arrecadação.
A The Sports Consultancy, responsável pela escolha das cidades-sedes da regata, é a empresa que define, por exemplo, as sedes da Champions League. Se aprovada, Itajaí receberá a Volvo Ocean Race (Atlant Ocean Racing) pela quarta vez consecutiva.
A prefeitura apresentou à organização em Haia, na Holanda, uma carta de intenções formalizando o interesse em permanecer no páreo. Santa Catarina também já apresentou um protocolo de intenções.
Este ano, a Itajaí Stopover atraiu público de mais de 400 mil pessoas.