Justiça avalia estrutura do prédio que guarda acervo botânico catarinense em Itajaí

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A Justiça determinou uma vistoria para analisar se as condições do prédio do Herbário Barbosa Rodrigues, em Itajaí, colocam em risco o rico o maior acervo botânico do Estado. A avaliação foi solicitada pelo Ministério Público de Santa Catarina, autor de uma ação que há três anos pede o tombamento histórico do prédio e dos arquivos da instituição.

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A análise foi feita com urgência, e apontou danos no edifício. O forro da biblioteca despencou há um ano e meio, e há rachaduras na forração de onde fica armazenado o acervo botânico no segundo andar. Apesar disso, a avaliação não encontrou goteiras, mofo ou umidade que possam colocar em risco imediato o acervo.

A ação que envolve o herbário aguarda uma nova perícia, que apontará se há viabilidade para o tombamento. Há cinco anos, diante de informações de que o terreno e o prédio seriam vendidos a uma construtora, o Conselho Municipal de Patrimônio de Itajaí pediu o tombamento histórico – mas o então prefeito Jandir Bellini (PP) não aceitou.

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A própria instituição teria feito um apelo para que o decreto de tombamento não saísse, alegando dificuldades com a manutenção financeira do herbário. Hoje, o acervo é mantido sem recursos regulares fixos.

Criado pelo padre Raulino Teitz, o Herbário Barbosa Rodrigues tem 75 anos de fundação e guarda o resultado de mais de mil excursões pelo Estado, em que foram coletadas e catalogadas 70 mil espécies. O acervo tem 95% da flora de Santa Catarina devidamente registrada, e é utilizado por pesquisadores brasileiros e de todo o mundo.

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