O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Procuradoria Geral de Justiça dão sequência, nesta quarta-feira, à Operação Reciclagem, deflagrada na terça em seis cidades do Litoral e do Vale do Itajaí. Os investigadores ouvem testemunhas, que poderão ajudar nas apurações. O número de pessoas que prestarão depoimento não foi divulgado pelo Ministério Público.
Na terça, o Gaeco recolheu documentos em três prefeituras — Bombinhas, Ituporanga e Rio do Sul — relacionados a contratos e licitações de coleta de lixo. Em Timbó foram solicitados documentos de uma licitação a um consórcio, que chegou a identificar uma tentativa de fraude por parte de duas concorrentes. As empresas foram impedidas de continuar na concorrência.
Em outras duas cidades, Gaspar e Lontras, houve busca e apreensão de documentos em empresas e residências. Toda a documentação será analisada, a partir de agora.
As investigações começaram no ano passado e indicam suspeitas de envolvimento de empresários do ramo de coleta de resíduos em crimes contra a administração pública. A apuração indica que empresas supostamente pagavam propina a agentes públicos para se beneficiarem em contratos e licitações.
Entre os investigados estão servidores públicos, empresários e pessoas ligadas ao setor de coleta.
Contrapontos:
– A prefeitura de Ituporanga informou, a través da assessoria de imprensa, que está colaborando com as investigações e entregou tudo o que foi solicitado. Vai aguardar o decorrer da apuração.
– A prefeitura de Bombinhas confirmou o recolhimento de documentos, mas não se manifestou até o fechamento desta edição.
– A prefeitura de Rio do Sul informou que implantou medidas de transparência em suas concorrências públicas, e que não há irregularidades na licitação da coleta de lixo, que foi feita no ano passado.
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Operação recolhe documentos ligados à coleta de lixo em cidades do Litoral e Vale do Itajaí