Paulinha: “Eu esperava mais mulheres eleitas”

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Esta série de entrevistas traz os deputados estaduais eleitos na região da foz do Itajaí-Açu (Amfri). Confira também Onir Mocellin, Ana Caroline Campagnolo e Maurício Eskudlark.

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Ana Paula da Silva, Paulinha

Partido: PDT

Idade: 43 anos

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Cidade: Bombinhas

Votação: 51.739

Qual o balanço que faz da campanha?

Termino essa eleição com sentimento de gratidão. Foi uma campanha de muito sacrifício, visitamos mais de 250 cidades, foram mais de 100 mil km, e muitas pessoas se engajaram. Fiz muitos amigos e descobertas, tenho uma nova visão em relação ao nosso Estado. Sinto as aflições do povo de maneira mais consistente. Voltei para casa apaixonada por muitas cidades que estão em abandono, precisamos tirar muita gente de um cenário de invisibilidade. Esse olhar do poder público precisa alcançar mais. Temos que rever prioridades, não podemos brincar com dinheiro público como se ele desse em árvores.

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Que propostas pretende priorizar?

A proposta número zero é rever orçamento e gasto público. Equacionar em primeira mão a saúde, temos 550 mil catarinenses esperando um procedimento médico e cirúrgico. Só vai se resolver com dinheiro, e para isso é preciso cortar de algum ponto. Acho um desperdício não aproveitarem o conhecimento do poder produtivo. Conheci na Fiesc um observatório com dados do mundo inteiro sobre economia, desenvolvimento. O poder público pode se aproximar para não ter que gastar com o que não precisa. Penso em uma articulação nesse sentido, para ter economia e sobrar dinheiro. Além disso, tenho compromisso com a agricultura familiar, com a pesca, a cultura, com a segurança pública, o turismo. Temos que ter uma atuação consistente em todas as áreas que permeiam a vida publica.

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Há mais mulheres na política, mas estamos num momento em que as questões de feminismo e misoginia são mais em risco. Prevê dificuldades no mandato como deputada?

Não consigo ainda construir uma expectativa. Estou um pouco frustrada com o desempenho da eleição na questão de gênero, eu esperava mais mulheres eleitas. Vivemos uma situação vexatória em SC quanto à postura da sociedade em relação á mulher, e uma negação muito grande. Fica difícil avançar nessas pautas de gênero. Acredito que tudo vai depender muito do tom que quem se eleger a governador vai dar. Independente das dificuldades, vou fazer essa luta.

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