Suspensão da exportação de pescado vai atingir período da safra da tainha

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A mais nova esperança do setor pesqueiro catarinense está no grupo de trabalho, formado por empresários e representantes do governo, que discutirá a retomada das exportações de pescado à União Europeia. Suspensas desde o dia 3 de janeiro, as exportações catarinenses para a Europa somaram, no ano passado, US$ 2,49 milhões _ valor que o Estado deixará de movimentar se a suspensão não for revertida em breve.

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O grupo de trabalho foi definido em uma reunião em Brasília na última quinta-feira, agendada pelo presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Glauco José Côrte, com o ministro interino da Agricultura (Mapa), Eumar Novacki.

Suspensão das exportações expõe crise na pesca

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O encontro acalmou os ânimos do setor produtivo, que enfim conseguiu ser ouvido pelo governo. Mas persistem a comparação com a agilidade do governo em relação à Operação Carne Fraca, no ano passado, e as dúvidas sobre o tempo que a suspensão vai perdurar. As expectativas mais otimistas são de que a normatização das embarcações pelo Inmetro _ uma das medidas a serem tomadas para retomar a exportação para a Europa _ ocorra na metade do ano.

Caso a data se confirme, Santa Catarina, e Itajaí em especial, terão problemas com a safra de tainha, que tem boa parte da produção destinada à exportação de ovas. A Europa é o principal mercado consumidor do “caviar brasileiro”.

Santa Catarina é, hoje, o terceiro estado que mais exporta pescado no Brasil, com uma movimentação de US$ 17,7 milhões. Há temor de que, caso perdure, a suspensão do envio para a União Europeia seja entendida por outros mercados importantes, como os Estados Unidos, como um motivo para suspender também a compra do pescado brasileiro.