O Itamaraty informou nesta sexta-feira à tarde à NSC Comunicação, por e-mail, que o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela confirmou que o brasileiro Jonatan Moisés Diniz “encontra-se em bom estado de saúde, detido em instalação de órgão de segurança local”. A Embaixada do Brasil em Caracas reiterou o pedido de autorização para fazer uma visita consular ao jovem catarinense – o que, segundo o governo brasileiro, pode ocorrer nas próximas horas.
Pela manhã, fontes do governo brasileiro receberam a informação de que Jonatan estaria preso na sede do Serviço de Inteligência do país, que fica na Capital, Caracas. O Ministério das Relações Exteriores, no entanto, ainda não confirmou oficialmente a localização. A ONG venezuelana Foro Penal, que atua na defesa dos Direitos Humanos, também confirmou à família nesta sexta a informação sobre o local onde Jonatan está detido.
Nascido no Rio Grande do Sul, Jonatan viveu desde a infância em Balneário Camboriú. Recentemente, ele havia se mudado para Las Vegas (EUA), de onde viajou à Venezuela há cerca de duas semanas.
O jovem foi detido junto com três venezuelanos no dia 28 de dezembro pelas forças de segurança do país, no estado de Vargas. Segundo a agência oficial de notícias venezuelana, o jovem é acusado de manter atividades desestabilizadoras contra o regime de Nicolás Maduro. Para o governo, Jonatan faria parte de uma ONG que usaria a arrecadação de fundos para caridade como fachada, para promover ações contra o regime.
Nesta sexta, o prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira (PSB), pediu uma agenda com o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira Filho, para tratar do assunto. A prefeitura quer apoiar as tratativas para que o governo brasileiro consiga contato com o jovem o mais rápido possível.