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De Balneário Camboriú

Brasileiro pode estar preso na sede do Serviço de Inteligência da Venezuela

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Por Dagmara Spautz
05/01/2018 - 14h48 - Atualizada em: 05/01/2018 - 14h53

Brasileiro está preso na Venezuela
Brasileiro está preso na Venezuela
(Foto: )

Fontes do governo brasileiro que trabalham na busca de informações sobre Jonatan Diniz, 31 anos _ catarinense detido na Venezuela na semana passada _ souberam nesta sexta-feira que ele estaria preso na sede do Serviço de Inteligência do país, que fica na Capital, Caracas. O Ministério das Relações Exteriores brasileiro tenta agora, oficialmente, uma visita consular, que é prevista em tratados dos quais os dois países são signatários.

A ONG venezuelana Foro Penal, que atua na defesa dos Direitos Humanos, também confirmou à família nesta sexta a informação sobre o local onde Jonatan está detido. Não se sabe, até agora, onde, como ou por que ele foi preso.

A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (CDH/OAB), em Balneário Camboriú, pedirá ao órgão nacional que faça contato com entidades representativas de advogados na Venezuela, para intermediar o contato com Jonatan.

A prefeitura de Balneário Camboriú também está em busca de informações oficiais. O prefeito Fabrício Oliveira (PSB), que conhece Jonatan, recebeu a mãe do jovem, Renata Diniz, e fez contato com um membro do consulado do Brasil, que está na Venezuela para tratar do caso.

O governo brasileiro teria recebido da Venezuela no fim da manhã, pela primeira vez, a confirmação oficial de que o brasileiro está preso. O Ministério das Relações exteriores ainda não comenta a informação.

Na quinta-feira à noite o governo brasileiro emitiu uma nota oficial em que afirmou que as autoridades venezuelanas se negavam a prestar informações sobre o jovem “apesar dos reiterados pedidos brasileiros, formalizados por notas diplomáticas”.

Na nota, o Brasil pediu que a Venezuela informasse rapidamente a localização e a situação jurídica de Jonatan, e sobre a possibilidade de visita consular.

Mensagens a receber

O último contato da família, que vive em Balneário Camboriú, com o jovem foi no dia 26 de dezembro, pelo celular. A mensagem enviada no dia seguinte pela mãe, Renata, através do Whatsapp, não foi sequer recebida pelo filho.

Jonatan, que atualmente vive nos Estados Unidos, embarcou para a Venezuela há cerca de duas semanas, com passagens compradas pela mãe para fazer “ações de caridade”. Em seu perfil nas redes sociais há imagens da entrega de presentes para crianças venezuelanas. Em mensagem de áudio enviada à mãe, ele disse que havia conseguido fazer uma festa para 600 crianças.

Como Jonatan viajou com dinheiro de doações, os amigos chegaram a pensar que ele havia sido sequestrado. A prisão foi anunciada, pela televisão, pelo deputado chavista Diosdato Cabello. Ele disse que o brasileiro foi preso com três venezuelanos em Vargas, no Litoral da Venezuela.

O governo venezuelano acusa o catarinense de dirigir a ONG Time to Change the Earth, que supostamente promoveria ações contra o regime. Cabello disse que a ONG entregaria alimentos nas ruas como fachada, para obter financiamento a ações que o governo da Venezuela entende como “terrorismo”. Nas redes sociais, Jonatan publicou imagens de protestos de grupos contrários ao regime de Maduro.

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O que acontece de mais relevante em boa parte do litoral catarinense, especialmente Itajaí e Balneário Camboriú. Fontes exclusivas e informações de credibilidade nas áreas de política, economia, cotidiano e segurança.

dagmara.spautz@somosnsc.com.br

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