“Ele teve comportamento de herói”, afirma mulher de piloto de SC morto em queda de avião

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Amigos e familiares se despediram nesta terça-feira de Antônio Traversi, piloto catarinense morto na queda de um avião em São Paulo no último domingo. O velório e o enterro ocorreram em Caçador, cidade onde ele morava há mais de 20 anos. 

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Traversi tinha 50 anos, era apaixonado pela Chapecoense e também pela profissão. Familiares contam que ele era muito dedicado à aviação. Só na Videplast, empresa dona do avião que caiu, Traversi trabalhava há 18 anos.

— Um baita profissional, tinha muito amor na profissão dele. Ele era muito cuidadoso, muito especial, muito dedicado e bastante atencioso em tudo o que ele fazia. Ele fazia com amor — afirma o tio Osvaldo Agusti. 

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A família acredita que o piloto agiu para salvar as outras seis pessoas que estavam dentro do avião. 

— Em função de toda a dedicação dele eu jantais imaginei que ele teria um fim dessa forma. extremamente competente no que fazia tanto que ele teve um comportamento de herói nesse episódio. Ele salvou seis vidas em detrimento da própria — conta Michele Spuldaro, esposa do piloto.

O avião em que o piloto estava caiu no domingo depois de duas tentativas de pouso. Testemunhas contaram que ele não sabia se o trem de pouso estava ativado. Apesar da explosão na hora da colisão o avião não incendiou. A fuselagem tem muitas marcas de fogo, só que concentradas nas asas e na parte  traseira, o que explicaria o fato de os passageiros terem sobrevivido.

Os irmãos e donos da Videplast Nereu e Geraldo Denardi, o filho de Nereu Enzo de 17 anos, e os funcionários Aguinaldo Nunes, Aguinaldo Crippa e Bene Souza continuam internados em hospitais de São Paulo. Familiares acompanham a recuperação dos pacientes que passam bem, mas ainda não tem previsão de alta. 

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O avião foi retirado da pista do campo de Marte, em São Paulo na segunda-feira. Técnicos do centro de investigação da aeronáutica iniciaram as investigações, mas segundo eles o objetivo é prevenir outros acidentes e que cabe à policia apurar culpa ou responsabilidade.