Associação Empresarial de Joinville terá primeira presidente em 111 anos

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Maria Regina Loyola Alves é candidata de consenso à presidência da Acij (Foto: Divulgação)

Empresária do setor têxtil e de confecções, Maria Regina Loyola Alves, a Margi, será a primeira mulher a presidir a Associação Empresarial de Joinville (Acij) em 111 anos. Vice-presidente na gestão atual, de Marco Antonio Corsini, ela foi convidada pela diretoria para encabeçar a chapa de consenso para o novo mandato e aceitou. A eleição será na próxima segunda-feira, 6 de junho, e a posse da diretoria eleita está agendada para o dia 27 do mesmo mês.

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Presidente da Cia. Fabril Lepper, uma das empresas têxteis centenárias de Santa Catarina, Maria Regina vem de uma família de líderes da associação. Ela é trineta do imigrante alemão Hermann Lepper, que fundou a Acij em fevereiro de 1911. É filha de José Henrique Carneiro de Loyola, que presidiu a Acij em 1991 e trouxe o projeto Empreender para o Brasil, e é esposa do empresário Sérgio Rodrigues Alves, que também liderou a Acij e hoje preside a Federação das Associações Empresariais de SC (Facisc).

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Vice-presidente da Acij nas últimas gestões, Maria Regina teve uma atuação de destaque durante a pandemia, ao lado de Corsini, em 2020 e 2021. Era a líder da Bandeira Saúde da entidade, que fez mobilização de doações de recursos para o SUS local, incluindo 83 leitos para o Hospital Municipal São José, obras e equipamentos hospitalares, entre os quais aparelhos de respiração não invasivos.

Para aceitar o novo desafio, a empresária contou com apoio do marido Sérgio Rodrigues Alves que, à frente da Facisc, está incentivando mais líderes mulheres a assumir presidências de associações. Maria Regina sempre foi executiva em empresas do grupo da família, participou do associativismo e liderou projetos sociais. O casal tem três filhos: Henrique, André e Helena.

A propósito, vale destacar que associações empresariais como as de Lages, Itajaí, Jaraguá do Sul e Brusque já quebraram há tempos a barreira de ter mulher na liderança. A expectativa é de que, além de Joinville, outras como Florianópolis, Blumenau, Chapecó, Cricíuma e São Francisco do Sul também tenham mulheres na presidência no curto ou médio prazo.