Com vendas em alta, comércio catarinense amplia contratações

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Mais uma vez, Santa Catarina se destacou na geração de empregos com saldo positivo de 4.995 vagas em novembro, alcançando 51.550 novos postos de trabalho no acumulado do ano, conforme os dados do Caged publicados hoje pelo Ministério do Trabalho. O setor que mais gerou vagas no mês passado foi o comércio, com o acréscimo de 5.090, desempenho ainda melhor que no mês anterior, outubro, quando abriu 3.204 vagas. Após registrar o maior crescimento de vendas do país, uma alta de 13,7% de janeiro a outubro segundo o IBGE, o comércio catarinense está confiante de que a crise está ficando para trás e passou a contratar mais. As admissões temporárias para as vendas de Natal também ajudaram. 

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A indústria de transformação, grande geradora de empregos no Estado este ano, fechou novembro com retração de 1.400 postos de trabalho e um saldo positivo de 27.723 de janeiro a novembro. Foi o setor que puxou a abertura de vagas no Estado este ano. Basta ver que na maioria das principais cidades de SC em que a indústria é forte, a geração de empregos foi positiva. A retração de novembro sinaliza um ajuste de produção de alguns setores que produziram mais em função de pedidos maiores para o   final do ano. Foi o caso do setor têxtil e de confecções, que fechou 1.479 vagas em novembro e, mesmo assim, lidera a geração de empregos no Estado no ano com um saldo de 10.071 de janeiro a novembro. O segundo setor da indústria de transformação que mais demitiu mês passado foi o de calçados, com o fechamento de 178 vagas. Vale lembrar que também enfrenta tradicional sazonalidade de produção. 
A construção civil fechou 1.074 empregos em novembro no Estado, ainda sentindo a instabilidade da crise e da falta de crédito mais acessível aos consumidores. No ano, contudo, tem saldo positivo de 2.668 vagas. 

É provável que em dezembro o resultado de SC seja negativo no emprego porque há o desligamento de vagas temporárias na indústria e varejo. Apesar disso, o resultado anual deve ser positivo.

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Em nível nacional, o saldo negativo de 12.292 vagas preocupa após sete meses de alta. A saída da mais profunda recessão do país não ocorre de forma linear. Alguns setores e regiões sofrem mais do que as outras. Por isso, esse sobe e desce no emprego não surpreende e, no ano que vem, conforme evoluir a campanha eleitoral, pode ser mais intenso. 

 

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