Em Assembleia Geral Extraordinária de acionistas realizada dia 10 de abril, o Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina (Ciasc), empresa que fornece serviços de tecnologia o estado, afastou o conselheiro de administração Danilo Saldanha Bizzarro, representante eleito dos empregados. Também empossou temporariamente o segundo servidor mais votado, Bruno Leonardo Martins de Melo, até que outra eleição seja realizada para escolher um novo titular.
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Em carta de esclarecimento para a diretoria executiva e empregados do Ciasc, o conselho de administração da estatal, por meio do seu presidente, Maximo Porto Seleme, negou que a decisão de afastamento foi para perseguir o conselheiro, como esse vem alegando. Disse que foram as atitudes do conselheiro que o afastaram.
O conselheiro Danilo Saldanha entende que sofreu uma perseguição que chegou até ao afastamento dele do conselho. Avalia que a forma como foi afastado é ilegal, não seguiu as normas necessárias, e diz que vai buscar seus direitos para voltar ao conselho.
Conselho do Ciasc explica a situação
– Em 28 de fevereiro de 2025, foi disparado e-mail pelo Conselheiro aos empregados do Ciasc, fazendo denúncias tais como “teremos sim que tratar no momento oportuno sobre: Renúncia de receitas, abuso do sigilo, contratos duvidosos, desvio de planejamento estratégico, prestação de serviços sem contrato, parcerias suspeitas com margens escandalosas – informou o conselho do Ciasc na carta, numa referência a informações que estavam sendo divulgadas pelo conselheiro dos empregados.
De acordo com o presidente do conselho, todas as decisões do Ciasc são feitas dentro das normas previstas, e muitos fatos questionados pelo conselheiro Danilo Saldanha já tinham sido analisados até pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Alguns são de outros anos e outras gestões.
Alegou que a forma como esses conteúdos estavam sendo divulgados, de maneira unilateral e descontextualizada, estava prejudicando não apenas a governança interna do Ciasc, mas também a imagem da empresa e seus empregados.
Conselheiro afastado argumenta
– Entendo que é uma perseguição que estou sofrendo pelas evidências de todos aqueles trâmites que foram feitos de forma irregular para me afastar do conselho – afirmou Danilo Saldanha.
Sobre o fato de ser questionador, de pedir explicações inclusive sobre decisões do Ciasc na gestão do governo anterior, o conselheiro afastado afirmou que entende que um dos papéis do conselheiro é fiscalizar atos da diretoria da empresa. Disse que fez vários pedidos de esclarecimentos ao TCE-SC e ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) em assuntos altamente delicados.
– Eu considerei que a diretoria foi imprudente ao autorizar passar de uma parceria para muitas parcerias em um breve intervalo de tempo para serviços do Ciasc. Acho que o conselho de administração tem o dever de chamar a atenção da diretoria se acha que ela foi imprudente – afirmou o conselheiro.
Na última quarta-feira (16), o Sindicato dos Empregados em Empresas de Processamento de Dados de Santa Catarina (SINDPDSC) colocou placas nos muros da sede do Ciasc protestando contra o afastamento do conselheiro.
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