Embraer e Boeing juntas?

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A informação de que a americana Boeing, líder mundial na fabricação de aviões, estaria negociando a compra da brasileira Embraer, terceira maior do mundo e líder em aeronaves para até 100 passageiros, centraliza as atenções do mundo econômico nesta quinta-feira no Brasil e nos EUA. Num primeiro momento, é mais um movimento de concentração de capital e riqueza, o que fará o Brasil sair perdendo caso a empresa realmente for vendida.  Mas se a opção for apenas por uma joint venture (associação internacional) para o segmento de aviação regional pode ser interessante para a Embraer, que seguiria fazendo essas aeronaves numa parceria com a Boeing, mas manteria independentes suas atuações em jatos executivos e aviões de defesa. Nada foi fechado ainda e o governo brasileiro pode impedir eventual venda porque detém o poder de veto, chamado “golden share”. 

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Santa Catarina sempre procurou fornecer matérias-primas e soluções para a Embraer. No final de agosto deste ano, a fabricante de aviões inaugurou um centro de engenharia e tecnologia no Parque Alfa, em Florianópolis, numa parceria com a Fundação Certi, com apoio da Embrapii e da Fundação de Amparo à Pesquisa de SC (Fapesc). O presidente da empresa, Paulo Cesar Souza e Silva participou do evento. Como é uma unidade para pesquisas em tecnologia de ponta, a expectativa é de que não será fechada caso a empresa seja vendida para a Boeing. Mas se for vendida, fornecedores catarinenses e brasileiros podem perder espaço porque a companhia optará por seus fornecedores globais, reduzindo o número dos demais no Brasil.  

 

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