Feira de calçados supera expectativas e setor projeta crescer 30% em 2022

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Entre os visitantes da 31ª SC Trade Show, a digital influencer e modelo Tay Gargantini, de Maringá, PR (Foto: ZHF, divulgação)

Fabricantes de calçados de Santa Catarina presentes na 31ª SC Trade Show, sentiram que o mercado está voltando ao normal após dois anos de restrições da pandemia. As vendas no evento que apresentou a coleção verão 2023, realizado de quarta-feira até sexta, no Centrosul, em Florianópolis, foram 25% maiores do que a mesma edição de 2019, útima sem a Covid, informa o empresário Almir Atanázio dos Santos, presidente do Sindicato das Indústrias de Calçados de São João Batista (Sincasjb), que realiza a mostra. Por isso, a entidade projeta crescimento de 30% este ano frente a 2021.

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Mas, segundo Almir Santos, o setor só deve voltar ao nível de produção pré-pandemia em 2023. Isso porque a indústria calçadista foi um dos setores de transformação que mais sofreram no país devido à crise sanitária.

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Indústrias tiveram que parar de produzir durante o lookdown e enfrentaram sucessivos cancelamentos de compras porque diversas cidades do Brasil fecharam lojas em diferentes fases de 2020 para conter a covid. Por isso, no ano passado, o setor acabou crescendo 46% frente ao ano anterior, quando teve retração.

– Os lojistas, quando chegaram no evento e se depararam com muito colorido, ficaram meio assim…. Mas depois viram que se não comprarem o colorido, ficarem só nos tons pastéis, preto e branco, não vão fazer o volume de vendas que o seu negócio precisa. Isso é muito bom porque o colorido estimula o consumidor a comprar mais. Graças a Deus, o resultado da feira surpreendeu – afirmou Almir Santos.

O sindicato trouxe compradores importantes do Brasil e exterior e outros vieram por conta. É grande também a expectativa com o aumento das exportações, aproveitando até mercados não atendidos pela China, que está fazendo restrições à produção por causa da Covid-19.

Segundo ele, o Grupo S. Santos, que lidera, voltou a exportar. Já vende 18% da produção e o plano é chegar a 25%, como antes da pandemia.

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Cluster de calçados femininos com 490 empresas, o polo de São João Batista conta com matérias-primas próprias e também importa. Por isso, se tornou fornecedor da indústria calçadista nacional. Com a volta da Covid na China, tem enfrentado alguns atrasos de importações de componentes, mas nada que possa gerar grandes transtornos, observa Almir Santos. E o custo maior é outra preocupação.

– Na nossa empresa, tivemos aumento de custo de matérias-primas de 30% a 35%. Além disso, temos falta de trabalhadores – afirma o empresário Wagner Jacint, sócio da empresa Stasy, que produz calçados que têm como ponto forte cores em neon.

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Mas ele não tem do que reclamar das vendas, que explodiram no ano passado. Revela que os resultados foram cerca de 200% maiores do que no primeiro ano da pandemia.

Há cinco anos no mercado e pela primeira vez na SC Trade Show, a marca Giulia Bardô, também de São João Batista, inova ao fabricar calçados com PVC ultra cristal, que imita couro, mas permite ousar nas cores. A estilista Martinha Dadã conta que as vendas cresceram 200% em 2021 frente a 2020 e a expectativa é repetir esse resultado este ano.

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Os lojistas, por sua vez, tiveram que pensar mais para decidir compras de estoques justamente em função do excesso de cor. Mas tiveram que aderir porque o consumidor vai comprar. É tendência das grandes marcas europeias que está com grande aceitação.

– Comprei a coleção inverno e estou vendendo bem. Estou confiante para o verão, as pessoas voltaram a sair, buscam o novo, coisas diferentes. Mas os preços estão salgados. Estou percebendo uma diferença de 20% a 30% a mais frente a última feira que vim, em 2019 – disse a lojista Lígia Ladeira, de São Bernardo do Campo, São Paulo.

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A empresária é dona de boutique que atua com moda feminina e costuma incluir calçados do polo de SC no mix de produtos com maior valor agregado. A propósito, uma das características destacadas nos calçados de SC é a qualidade, o que permite maior agregação de valor.

A modelo e digital influencer Tay Gargantini, de Maringá, Paraná, que visitou o evento, elogiou a qualidade os produtos de São João Batista e também o design. Segundo ela, apesar de as empresas seguirem a tendência da moda colorida, cada uma consegue diferenciar as criações.