Já se arrasta há anos uma pendenga judicial entre duas filhas que Attilio Fontana, fundador da catarinense Sadia, teve fora do casamento e seus outros seis filhos, alguns dos quais já faleceram. Em um novo capítulo, o advogado das autoras, João Frederico Trotta, diz que a dupla teria direito a R$ 1,5 bilhão por prejuízo na partilha desigual de ações. Embora a BRF não seja ré, pode ser afetada já que o pedido se direciona a detentores de ações.
As duas irmãs partiram para a briga judicial e pediram que a Sadia, controlada pelos próprios irmãos favorecidos, exibisse seus livros societários para averiguar o histórico de doações. Só que a companhia alegou que dois volumes haviam desaparecido. A Justiça chegou a promover, sem sucesso, três operações de busca e apreensão nos escritórios da empresa em São Paulo e Concórdia para tentar localizar os livros.
Sem os registros, uma primeira perícia feita pela Justiça a pedido das autoras avaliou que o prejuízo das duas seria de R$ 740 milhões. Agora, um outro valor, estipulado pelas próprias autoras, alcança a casa do bilhão. Mesmo para uma empresa gigantesca, é exorbitante. Em 2016, a dona das marcas Sadia e Perdigão teve um prejuízo líquido R$ 372 milhões, e em 2015 lucrou R$ 2,9 bilhões. O balanço de 2017 ainda não foi divulgado. Procurada, a BRF diz que não se manifesta a respeito de processos em andamento.
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