Impactos econômicos da prisão em segunda instância

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A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter a detenção em segunda instância e a decretação da prisão do ex-presidente Lula motivaram poucos efeitos imediatos no mercado financeiro, mas devem gerar efeitos positivos de médio e longo prazo na economia.

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Com a decisão do STF, que mantém as condições de combate à corrupção ao permitir a prisão de pessoas de colarinho branco, os custos de obras e serviços públicos tendem a cair. Isso significa menos inflação e mais dinheiro de impostos disponível para serviços essenciais ao desenvolvimento social e econômico, como saúde, educação, segurança e infraestrutura.  

Com Lula afastado da disputa presidencial, caem as chances de o PT vencer a eleição de outubro. Como o partido tem se manifestado contra a reforma da Previdência, considerada por especialistas como a espinha dorsal para o controle das despesas públicas, sem um candidato competitivo do partido aumentam as chances de um reformista vencer. Isso pode antecipar a retomada dos investimentos, abrindo espaço para um crescimento econômico mais consistente e de longo prazo. Mas para um cenário mais sólido de combate à corrupção, falta a posição definitiva do STF a favor da segunda instância.

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