O presidente Michel Temer agendou para esta terça-feira, às 15h, reunião com lideranças da indústria nacional. A intenção era falar sobre o setor e pedir apoio para a reforma da Previdência. Mas como na noite de segunda-feira essa reforma foi tirada da pauta em função da intervenção na segurança do Rio de Janeiro, tudo indica que será uma reunião mais dura entre as duas partes. Isso porque, além de derrubar o projeto da reforma previdenciária, o governo quer cortar desonerações para aumentar a receita e isso afeta diretamente a indústria.
Temer convidou o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade e pediu para que ele convocasse todos os líderes de federações industriais para a reunião. Santa Catarina será representada pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), Glauco José Côrte, que acaba de chegar dos Estados Unidos, onde constatou uma forte atração de investimentos porque o presidente Donald Trump reduziu a carga tributária.
Conforme Côrte, a Fiesc e as outras entidades que integram o Conselho das Federações de SC (Fiesc) estão apoiando a aprovação da reforma da Previdência. Mas se ela não sair, os industriais brasileiros continuarão investindo no país porque procuram separar suas iniciativas do que acontece no setor público. Mas isso não acontece com o empreendedor de fora.
– O investidor externo, esse sim, certamente vai rever os seus planos em relação aos investimentos no Brasil, não só se a reforma previdenciária, mas também outras reformas, entre as quais a tributária, não tiverem encaminhamento. Quando se vê que os EUA reduziram a carga tributária de 35% para 21% e estão recebendo grandes investimentos percebemos claramente que o mundo está competitivo e se não avançarmos na modernização do país, a nossa tendência é perder investimentos externos – alertou Côrte.
Para o empresário, não há razão para rejeição da proposta de reforma da previdência do Brasil porque ela é suave, como deveria ser, e será implantada gradualmente, em 20 anos. Mas como os políticos só pensam em vencer a eleição de outubro, tudo indica que essa aprovação pode ficar mesmo para o ano que vem.
Troca de CEO e mentoria
Empresa que nasceu há seis anos em Florianópolis com foco em formação de carteira de clientes, a Unike Group vai trocar de comando. O fundador Marcelo Vieira (E) assumirá o cargo de CEO, hoje ocupado pelo empresário e professor Octávio Lebarbenchon Neto (D). Após coordenar a inauguração de nova sede na Capital, criação da holding e o desenvolvimento de plataforma para saúde, Lebarbenchon segue no conselho da Unike e volta para suas atividades privadas. Este ano, o grupo investirá em filial em Joinville, vai ampliar o quadro de pessoal em cerca de 100 pessoas e lançará o serviço de mentoria para startaps. O faturamento da Unike ano passado quase dobrou e chegou a R$ 20 milhões. Este ano, a projeção é de R$ 35 milhões, informa Lebarbenchon que diz que sai com missão cumprida.
Mais inovações
O setor de alimentos e bebidas segue inovando, tanto em itens tradicionais quanto em linhas voltadas à saúde. A Max Wilhelm, uma das mais antigas indústrias de refrigerantes do Brasil, fundada há 93 anos por Max Wilhelm, em Blumenau, lança hoje o primeiro refrigerante laranjinha em lata do Brasil. Outra inovação é da empresa de sorvetes Ypy, de Florianópolis. Ela lançou uma caixa térmica para conservar congelados por pelo menos 30 minutos os sorvetes de palito. A invenção foi de empresa de Chapecó e a estreia ocorreu na rede Hippo Supermercados. E a gigante americana Pepsico anunciou investimento de US$ 25 milhões em centro de pesquisa e desenvolvimento em para pesquisar o uso de ingredientes brasileiros como grãos, raízes e frutas nativas nas suas linhas de produtos.
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