Especialistas dizem que a indústria 4.0 veio para substituir trabalhos pesados. Invenção catarinense despretensiosa, mas com esse objetivo virou sucesso mundial. Trata-se de uma máquinas de ensacar areia desenvolvida há cinco anos pelo representante comercial Valter Biason (foto) e seu irmão, o engenheiro Volni, para substituir trabalho braçal.
Inicialmente, era produzida uma unidade por mês, mas há mais de três anos Valter abriu a empresa Ensaca Equipamentos Ltda, em Biguaçu, onde emprega 10 pessoas e fabrica uma unidade por dia, com vendas no Brasil e exterior. Já são mais de 700 máquinas vendidas.
A empresa aprimorou o produto, fez novas gerações de máquinas que além de ensacar areia, são usadas para embalar muitos outros produtos como adubo orgânico, sementes, asfalto a frio, mudas de parreiras e brita de todos os tamanhos, até aquela com 7,5 centímetros de largura.
– A minha maior satisfação é um cliente ligar para cá para saber como a máquina funciona. Um lojista de São Paulo informou que antes, dois trabalhadores demoravam um dia para embalar 300 sacas de areia. Hoje uma pessoa ensaca 1,6 mil por dia brincando – diz Valter Biason.
Com eficiência e preço atrativo – cerca de R$ 15 mil por unidade ao consumidor, as maquinas da Ensaca fazem sucesso também em outros países. Os pedidos vêm pela internet. A empresa já exporta para o Uruguai, Argentina, Colômbia, Venezuela, Paraguai, Panamá, República Dominicana, Estados Unidos, Espanha e Angola.Para ampliar a produção, Valter planeja duas novas fábricas.
Uma em Biguaçu, onde comprou um terreno porque o prédio atual é alugado, e outra na Europa. Ele estuda instalar na Espanha porque o frete marítimo é muito caro. A Ensaca é uma das poucas empresas em que o cliente é quem procura porque oferece um equipamento muito útil por preço acessível. Diante dessa procura espontânea, para facilitar a comunicação, a empresa têm sua página também em espanhol e inglês.
Valter Biason teve a ideia de fabricar a máquina porque viu o sacrifício de colaboradores de uma loja que era cliente sua na Lagoa da Conceição, em Florianópolis. O pessoal tinha que deixar de atender no balcão para ficar horas embalando areia. Para evitar imitação da máquina por outros fabricantes, ele registro a patente no Brasil e em outros países. Esse certificado impede, por 20 anos, que outros copiem o modelo do equipamento.
Inovações para bebidas e guloseimas
O setor de alimentos e bebidas segue inovando, tanto em itens tradicionais quanto em linhas voltadas à saúde. A Max Wilhelm, uma das mais antigas indústrias de refrigerantes do Brasil, fundada há 93 anos por Max Wilhelm, em Blumenau, lança nesta terça feira o primeiro refrigerante laranjinha em lata do Brasil.
Outra inovação é da empresa de sorvetes Ypy, de Florianópolis. Ela lançou uma caixa térmica para conservar congelados por pelo menos 30 minutos os sorvetes de palito. A invenção foi de empresa de Chapecó e a estreia ocorreu na rede Hippo Supermercados.
E a gigante americana Pepsico anunciou investimento de US$ 25 milhões em centro de pesquisa e desenvolvimento em Sorocaba, São Paulo, para pesquisar o uso de ingredientes brasileiros como grãos, raízes e frutas nativas em linhas de biscoitos, snacks, lácteos, grãos e bebidas. O projeto teve apoio da Investe SP, agência paulista de atração de investimentos.