Microcrédito deve crescer 20% este ano no país, prevê associação

Compartilhe:

Empresária faz empréstimo em agência do Banco da Família, no Paraná (Foto: Banco da Família, Divulgação)

Apesar dos obstáculos da economia, como a inflação e os juros altos, o setor de microcrédito projeta crescer 20% este ano no Brasil, em valores, frente 2021. Isto após crescer 24% em 2021 e recuar 10% em 2020, ano da chegada da pandemia. A estimativa é da Associação Brasileira das Entidades Operadoras de Microcrédito e Microfinanças (Abcred). Em Santa Catarina, o Banco da Família (BF), de Lages, projeta crescer 25% este ano.

Continua após a publicidade

Receba as principais notícias de Santa Catarina pelo WhatsApp

A Abcred festeja o fato de a expansão ter sido bem acima do crescimento do PIB do ano passado, que ficou em 4,6%, e também da projeção de 1% para o indicador este ano. A entidade representa 33 Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips), que são os popularmente chamados de bancos de microcrédito.

Continua após a publicidade

Segundo a associação, as instituições liberaram no país, em empréstimos, no ano passado, R$ 858,4 milhões, após liberar R$ 691,4 milhões em 2020 e R$ 768,9 milhões no ano anterior. No ano passado, a associação também registrou crescimento de 13% no número de clientes, o que indica que os pequenos negócios procuraram mais recursos acessíveis para custeio e investimentos.

Na avaliação de Pedro Ananias, consultor técnico da Abcred, os dados mostram um amadurecimento do setor diante das dificuldades da pandemia. Mas ainda não retomou ao patamar anterior à Covid-19 porque em 2019 foram realizadas no país 188 mil operações. Em 2021, foram 164 mil.

Banco da Família cresce mais

Uma das maiores instituições do setor no Brasil e com atuação na Região Sul, o Banco da Família, de Lages, cresceu 26,16% em 2021 e estima expansão de 25% para este ano. As informações são da presidente e fundadora da instituição, Isabel Baggio. No ano passado, o BF emprestou R$ 224,2 milhões em 47.937 operações de crédito.

O maior crescimento, conforme Isabel Baggio, foi possível graças ao fortalecimento de parcerias com associações empresariais dos três estados do Sul do país. Assim, foi possível chegar a um maior número de pequenas empresas.