Multinacional avança como sócia da Celesc e prevê mais negócios

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A EDP Brasil, empresa da multinacional Energias de Portugal, prevê concluir mês que vem os passos necessários para finalizar a operação de compra das ações da Previ na Celesc e aquisição de mais participação de acionistas minoritários para chegar a 33,6% do capital total da empresa. A informação é do presidente da companhia no país, Miguel Setas, que está atento a mais oportunidades de negócios com a Celesc. Na quarta-feira, durante entrevista de divulgação do balanço da EDP Brasil, em São Paulo, quando revelou lucro líquido ajustado de R$ 570 milhões, informou que a empresa vai investir nos próximos quatro a cinco anos R$ 1,6 bilhão em Santa Catarina. Em abril do ano passado, formou um consórcio com a estatal catarinense e venceu a licitação para construir linha de transmissão de R$ 1,3 bilhão no Estado. Segundo ele, a EDP estaria interessada na aquisição da Celesc num eventual processo de privatização, mas esse não é o plano do governo catarinense.

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Além dos investimentos já encaminhados, o executivo informou que a EDP tem mais interesses no Estado.

– Vamos estar atentos aos próximos lotes de transmissão que serão leiloados talvez ainda este ano. Outras áreas que temos interesse em investir com a Celesc são as de eficiência energética e geração distribuída – afirmou Setas. 

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Sobre o especial interesse da EDP em investir em Santa Catarina, o executivo afirmou que o ambiente de negócios no Estado é um dos melhores do Brasil – o ranking da Endeavor tem colocado Florianópolis como a segunda melhor cidade do Brasil para fazer negócios, atrás apenas de São Paulo. Segundo ele, independentemente de a Celesc ser ou não privatizada, há o interesse da empresa no Estado, onde espera ter retorno positivo dos investimentos. 

A EDP está investindo R$ 230 milhões na compra da participação da Previ e mais R$ 199 milhões na aquisição de ações de minoritários. Dois passos importantes da primeira aquisição já foram vencidos: a companhia já obteve a autorização do Cade e da Previc, órgão que controla os fundos de pensão no Brasil para a compra. Conforme Setas, até a primeira quinzena de março deverá ser feita a transferência das ações do fundo para a Previc e, assim, viabilizar a compra. Isso encerra a novela conturbada Previ-Celesc. Depois, será feita a oferta pública de aquisição (OPA) com valor de R$ 27 por ação para chegar aos 33,6% do capital da Celesc.

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