Além da indústria, em SC o agronegócio também tem peso acima da média nacional no PIB, que é a soma das riquezas da economia. O secretário-adjunto de Agricultura do Estado, Airton Spies, observa que o agro é 29% do PIB catarinense enquanto, no Brasil, responde por 23%. Considerando os dados de 2015 (últimos estaduais), SC alcançou PIB de R$ 249 bilhões, sendo R$ 72 bilhões do agronegócio. No mesmo ano, o país registrou R$ 5,9 trilhões, R$ 1,357 trilhões do agro. Além de grãos, frutas pecuária e outros, o PIB do setor inclui máquinas agrícolas, serviços e agroindústrias.
Embraer e Boeing
As fusões e aquisições entre grandes grupos não param e chegaram à poderosa indústria aeronáutica. As negociações para união entre a Embraer e a Boeing, informadas quinta-feira, fazem sentido sob o ponto de vista comercial, especialmente após o acordo entre as respectivas rivais Bombardier e Airbuss. Mas os brasileiros ficarão com um sentimento de perda caso a emblemática Embraer seja comprada pela Boeing. O presidente Michel Temer tem poder de vetar e disse que não autoriza a transferência de controle acionário. A saída pode ser uma joint venture no segmento de aviões regionais, para cerca de 100 passageiros.
Impactos em SC
Atenta aos avanços do sistema catarinense de inovação, a Embraer inaugurou em agosto no Parque Tecnológico Alfa, em Florianópolis, um centro de pesquisas para desenvolver sistemas eletrônicos de uso aeronáutico.
A inauguração contou com a participação do presidente da companhia Paulo Cesar Souza e Silva, que admitiu ampliação no futuro. Os parceiros são a Fundação Certi, Embrapii e a Fapesc. Independentemente da evolução da união com a Boeing, a expectativa é de que esse centro continue porque inovação em sistemas é a essência da indústria aeronáutica.
Restou a marca
Por unanimidade, acionistas da Restoque aprovaram a proposta de extinção da Dudalina em assembleia realizada quinta-feira. Com isso, a camisaria deixará de existir como empresa, com baixa nas inscrições em repartições federais, restando apenas a marca. A gigante varejista, que comprou em 2014 a empresa fundada em Luiz Alves, alega que a unificação e a centralização das atividades tanto da Dudalina quanto da Restoque racionalizam operações, otimizam a administração e minimizam despesas, lembrando ainda dos “custos crescentes” de se manter duas estruturas societárias distintas.
Agriness investe em startup para IoT
Empresa de tecnologia para o agronegócio e líder nacional em software à suinocultura, a Agriness, de Florianópolis, adquiriu participação majoritária da startup Supê, de Campinas (SP), que atua com inovação em internet das coisas (IoT) ao setor agropecuário. Segundo o CEO da Agriness, Everton Gubert, o plano é entrar forte neste segmento com o lançamento, em abril de 2018, de uma nova plataforma para gestão da pecuária, iniciando pela suinocultura. O negócio foi firmado em visita à sede da Agriness, em Florianópolis. Participaram os sócios da Supê Leandro Castre e André Peternela; Junior Salvador e Elton Gubert, sócios da Agriness, mais o coordenador de Inovação da empresa, Eduardo Hoff. Na foto, Gubert (E), Xastre, Salvador, Peternela, Elton e Hoff.
Em tempo real
De acordo com Everton Gubert, a inovação é disruptiva.
– Com a aquisição da Supê, daremos um grande passo na transformação do jeito como as granjas são gerenciadas atualmente, passando de uma gestão vista pelo retrovisor para uma gestão realizada em tempo real – explica Gubert.
A Agriness detém 90% do mercado nacional de sistemas à suinocultura e exporta para oito países: Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Peru, Bolívia, Colômbia e Polônia. São pelo menos 2,5 mil clientes, incluindo as gigantes BRF, Seara e Aurora.