Programa do Sesi/SC visa prevenir afastamento do trabalho

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No ano passado, 14.400 trabalhadores das indústrias de Santa Catarina tiveram doenças ocupacionais e, por isso, necessitaram se afastar do trabalho para fazer tratamento médico. Com o propósito de prevenir esses afastamentos, a Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), por meio do seu serviço social, o Sesi/SC, firmou uma parceria com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Juntas, as duas instituições vão desenvolver um projeto-piloto em Santa Catarina para resolver com antecedência problemas de saúde e, assim, prevenir longas licenças médicas. Prevê também que quando há a necessidade de o trabalhador se ausentar, será feito um acompanhamento para que a saúde seja restabelecida e a pessoa possa retornar ao seu posto anterior ou em outra função mais adequada à sua condição de saúde. O acordo foi assinado sexta-feira pelo presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, e o presidente do INSS, Francisco Lopes, que veio especialmente para o evento. 

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Embora a tendência mundial é que funções repetitivas, que acabam afetando mais a saúde do trabalhador sejam substituídas por robôs, muitas atividades continuam sendo executadas por pessoas e os problemas de saúde com agastamento do trabalho são uma preocupação no mundo todo, não só na indústria, mas em todos os setores. Segundo o diretor superintendente do Sesi, Fabrizio Pereira, o programa prevê várias ações que serão devidamente registradas para análises posteriores. Ainda não está definido onde serão os projetos pilotos, mas um será no Oeste, em função da agroindústria, e outro provavelmente em Blumenau, uma das grandes cidades do Estado com longas filas nas perícias do INSS. 

– O foco do programa é a prevenção da incapacidade e o retorno ao trabalho o mais rápido possível – afirma Fabrizio Pereira. 

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Entre os principais passos do programa estão o monitoramento da situação de trabalhadores que estão com sintomas, mas ainda no período de 15 dias, que não inclui o auxílio do INSS. Nesse caso, a indústria trabalha para melhorar a saúde e evitar o afastamento. Depois, se necessitar de afastamento, o médico do trabalho da empresa compartilha informação com o médico do INSS, para que na hora da análise do pedido desses trabalhadores esse profissional do setor público tenha mais informações e possa decidir mais rápido. Aí também será feito um esforço coletivo para a recuperação da saúde do trabalhador e também uma reabilitação profissional pelo INSS porque, normalmente, os afastamentos são superiores a um mês. Todas as fases serão anotadas para contabilizar os resultados visando uma possível expansão do programa em maior escala no Brasil, observa o superintendente do Sesi. 

Sesc investe no social

Com atuação voltada aos comerciários, suas famílias e a comunidade, o Serviço Social do Comércio (Sesc) investiu  ano passado R$ 37,5 milhões em obras e equipamentos e realizou 2.582.434 inscrições em atividades nas cinco áreas em que atua: educação, saúde, cultura, lazer e assistência social. Esses números do balanço social  mostram o impacto da instituição no Estado. Os investimentos em infraestrutura foram em Curitibanos e São Joaquim, que receberam unidades novas, creches em Jaraguá do Sul e Curitibanos e academias em Biguaçu e Florianópolis. Na área de educação foram atendidos mais de 21 mil alunos e na assistência, o Programa Mesa Brasil Sesc distribuiu 3.042 toneladas em 79 municípios. No próximo domingo acontece o Sesc Recebe, um dia de atividades de graça das 10h às 17h, em todas as unidades do Estado. Na foto, crianças brincam na creche do Sesc Palhoça. 

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