Projeto catarinense propõe reaproveitar sobras da maricultura e carcinucultura

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A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) vê potencial de uso sustentável de sobras da maricultura e carcinicultura (criação de crustáceos) no Brasil. Quem está à frente desse projeto é o engenheiro e doutor em Aquicultura pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Fabrício Nunes, consultor técnico FAO Brasil na Secretaria de Aquicultura e Pesca vinculada ao Ministério do Desenvolvimento (Mdic). Ele está iniciando levantamentos sobre como são usadas conchas de ostras e mariscos em Santa Catarina e sobras de camarões no Nordeste.  O objetivo é avaliar o que já existe, como ampliar e indicar novas alternativas de uso sustentável, com parceria de governos, universidades e empresas. 

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– Santa Catarina concentra toda a produção de ostras do Brasil e boa parte da produção de mexilhões que atende mercados. O Nordeste concentra 95% da produção de camarão cultivado do país. Por isso, o trabalho será focado nessas duas regiões – diz Nunes. 

Segundo ele, as conchas de ostras e mexilhões já são usadas com êxito como matérias-primas na construção civil. Um exemplo foi o projeto do calçamento da orla da Beira-mar Norte, em Florianópolis. Na Coreia do Sul também há exemplos positivos, observa o engenheiro. No caso do camarão, é possível extrair diversos produtos biológicos importantes das sobras. Um deles é a quitosana, um dos melhores produtos para limpar mares afetados por petróleo. Mas outros produtos podem ser pesquisados. 

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Na avaliação de Nunes, há pouca pesquisa nessa área de biologia marinha voltada ao uso comercial. No mundo, 84% das patentes sobre produtos do mar envolvem algas, 3% esponjas, 3% pepinos do mar e 7% outros organismos aquáticos.  Este programa da FAO envolve sugestões estudos de viabilidade técnica e ambiental para projetos industriais e outros.  

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