Startup que faz produtos à base de fungos recebe aporte da Irani

Mush informa em seu site que desenvolve a matéria prima do futuro

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Empreendedores da Mush: o CEO Eduardo Sydney, o CPO Leandro Oshiro e o CSO Antônio De Francisco (Foto: Mush, Divulgação)

A startup paranaense Mush, que desenvolveu tecnologia própria para fabricar embalagens, mobiliário, itens de moda e design à base de fungos, recebe aporte da Irani Ventures, braço de Corporate Venture Capital da Irani. O objetivo é avançar na produção de embalagens com matéria-prima alternativa e ecológica.

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Uma das principais indústrias de papel e embalagem do Brasil, a Irani, que tem parque fabril no Oeste de Santa Catarina e em outros estados, destinou para a Mush investimento de R$ 900 mil.

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Esse é o segundo aporte recente da empresa nesse segmento. Em agosto, a Irani destinou R$ 1,4 milhão para a startup GrowPack, que faz embalagens com palha de milho.

Entenda como é o processo da Mush

Os produtos que a Mush fabrica são biodegradáveis e ecológicos. Os fungos vêm de resíduos agrícolas e vegetais.

Com esses resíduos, a empresa consegue controlar o processo natural de crescimento do micélio, que é a parte vegetativa dos fungos, integrada por uma rede de fibras finas, parecidas com raízes.

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A partir daí, o aglomerado de hifas (filamentos do fungo) se desenvolve como uma rede, agindo como cola e unindo resíduos uns nos outros, formando um material único, resistente e sólido.

É esse material sólido que é transformado em embalagens, móveis, produtos com design e até para construção civil. De acordo com o diretor de Pessoas, Estratégia e Gestão da Irani, Fabiano Alves de Oliveira, a companhia está focada em apoiar iniciativas inovadoras com forte preocupação com o meio ambiente.

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A Mush tem patente da tecnologia que desenvolveu e tem realizado projetos com apoio do CNPq. A startup tem à frente os empreendedores Eduardo Sydney, que é o CEO, Leandro Oshiro (CPO) e Antônio De Francisco (CSO).  

– Nossas embalagens, assim com outros itens do catálogo, são totalmente sustentáveis e atendem ao anseio do consumidor em gerar menos lixo. E, além de embalagens, percebemos que essa matéria-prima pode ter muitas aplicações, com pesquisas que este novo aporte realizado pela Irani Ventures irá ajudar a acelerar – destaca Sydney.

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