Unesc chega aos 50 anos com contribuição relevante ao desenvolvimento

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A Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina, a Unesc, de Criciúma, celebra hoje, em sessão solene às 19h, no Auditório Ruy Hülse, 50 anos de fundação. A instituição gera um impacto relevante para o desenvolvimento econômico e social da região, com reflexos importantes também para o Estado e o país, afirma a reitora Luciane Bisognin Ceretta. Entre os destaques estão as engenharias e a área de saúde.  

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Como a Unesc chega aos 50 anos?

A Unesc chega aos 50 anos com uma história lindíssima de construção da educação na região Sul de Santa Catarina. Ela começou em 1968 com um ato do então prefeito municipal, o empresário Ruy Hülse, que até hoje está sempre conosco. Somos todos encantados com ele, tem o título Doutor Honoris Causa da instituição e será homenageado de novo agora. A Unesc começou pequena, com os cursos de engenharia de agrimensura, educação física e administração. Posteriormente, foi crescendo e em 1996 começa a luta pela transformação da então Fundação Educacional de Criciúma (Fucri) em universidade, o que ocorre em 1997. A Unesc chega aos 50 anos forte, consolidada, com uma contribuição relevante para o desenvolvimento econômico e social da região. 

Quais são os principais números da instituição?

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Temos 54 cursos de graduação, 20 cursos de especialização Latu senso, sete mestrados, dois doutorados, quase 13 mil alunos de graduação e pós-graduação e 1,5 mil colaboradores. Os nossos cursos são todos com conceito 4 e 5 pelo Ministério da Educação, cuja nota máxima é 5. Então são todos cursos de excelência. Quem diz isso são os órgãos de avaliação nacional. Ela está classificada pelo ranking universitário Folha deste ano entre as 20 melhores universidades não estatais do Brasil no quesito pesquisa, sendo a primeira nesse ranking em SC. Fazemos na Unesc 25% de toda pesquisa do sistema Acafe. Isso representa uma contribuição muito importante para o desenvolvimento de SC e do país. 

Em que áreas se destaca mais?

A área da saúde da Unesc tem um destaque importante por conta dessa integração ensino e pesquisa. O nosso Laboratório de Neurociência é referência internacional. Temos pesquisadores da nossa universidade em Huston, Texas, participando de um programa referência internacional no estudo da depressão. Nas licenciaturas também temos uma atuação importante. Digo que somos uma universidade “resistência” porque mantemos as licenciaturas com todas as dificuldades que o cenário impõe à carreira de professor e oferecemos bolsa fomentada pela própria universidade. O nosso curso de Direito é o maior da instituição e muito bem avaliado. 

E as engenharias?

Temos sete engenharias. Especialmente a civil e a mecânica são muito fortes na instituição, com programas e resultados inovadores. Temos uma forte relação da universidade com o sistema empresarial, buscando resultados efetivos para as empresas.

O que destaca na área de pesquisa?

Temos mestrado e doutorado em ciências ambientais por conta do histórico da economia baseada no carvão. Desenvolvemos projetos de restauração dessas áreas. Temos três projetos inovadores para o país, o Pozolana, que é de transformação de subproduto do carvão em cimento, recuperação das águas residuais das carboníferas e o desenvolvimento de partículas fotovoltaicas em tinta com a Celesc. Todos são da nossa área de engenharia. Isso gera artigos publicados no exterior. Temos 48 acordos internacionais que nos permitem divulgar conhecimento nesses países. Nosso programa de mestrado e doutorado em ciências da saúde tem conceito seis, é o único do país de universidade privada com esse conceito. Somos referência em estudos de doenças genéticas e sepse. E temos um novo programa de Direito com foco em direitos humanos.  

Como é a integração com o exterior?

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Nós definimos uma nova política de internacionalização da Unesc recentemente. Temos acordos com 48 países, forte relação com o Canadá, Portugal e América Latina de um modo geral. Temos dupla titulação do curso de design com a Argentina. Além disso, incentivamos alunos a estudar no exterior e trazemos alunos do exterior. Hoje, temos quase 150 alunos estrangeiros, de diferentes países, o maior número de instituições comunitárias de SC. 

E na área de extensão?

Temos hoje mais de 200 projetos de extensão, todos eles fomentados pela própria universidade. Isso promove dupla transformação: a das comunidades onde são desenvolvidos e dos alunos e professores. Estamos em todas as cidades do Sul do Estado. Um é bastante significativo. Foi a adoção de um território, o território Paulo Freire, onde implantamos 12 projetos e eles são transformadores em diversas áreas. Outro destaque da instituição é na área de saúde. A Unesc faz, ao todo 74 mil atendimentos por ano para Criciúma e região. 

Muitas universidades privadas tiveram problemas com a falta do Fies. Como isso impactou a Unesc?

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Nós chegamos a ter 37% dos alunos com financiamento do Fies. Com o recuo do governo, hoje não assinamos o Fies, não temos isso e encontramos soluções com financiamento próprio. Temos a participação do Estado e bolsas financiadas pela prefeitura (400 bolsas). Temos bolsas de pesquisa e extensão da própria universidade. Reinvestimos os recursos da Unesc na própria instituição. 

 

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