Foi dada a largada e o Catarinense 2018 é uma competição que tem suas armadilhas. A primeira delas é o calendário apertado pela Copa do Mundo, que faz com que os jogos comecem muito cedo, cortando a pré-temporada. A segunda armadilha é a fórmula da competição, em pontos corridos na fase de classificação, não dando muita margem pra recuperação de alguma equipe. Começar bem pode ser decisivo. Ainda mais para apenas 18 jogos. Uma coisa está ligada a outra e não há como fugir.
O primeiro fator vai exigir cuidados na preparação física. O segundo fator vai exigir resultados imediatos. As duas coisas juntas não costumam combinar. O desafio está lançado e nessa batida, talvez exista espaço para alguma surpresa – aquele pequeno que de vez em quando aparece e faz uma arrancada melhor.
Favoritismo
A atual bicampeã Chapecoense é, sem dúvidas, a favorita do Catarinense. Apesar das perdas significativas, como Reinaldo, João Pedro, Luiz Antônio e Túlio de Melo, a Chape manteve boa parte da base da equipe do ano passado e isso, além da qualidade, traz conjunto, o que facilita o trabalho de Gilson Kleina e pode trazer resultados imediatos. O problema passa a ser a preparação física – mas este é um problema de quase todos. A Chape defende o título, está alguns passos a frente dos concorrentes e tem tudo pra fazer uma trinca no estadual. Vai ser cobrada pra isso.
Dupla de desafiantes
Avaí e Figueirense são, atualmente, os dois principais “desafiantes” da favorita Chapecoense. Os dois tiveram que contratar, promovendo mudanças forçadas nos times, tendo perdas e trazendo atrações. Os dois correm em paralelo neste ano, jogando as mesmas competições e, com a rivalidade, a cobrança que vai surgir. O Avaí larga melhor, pois tem a cozinha (defesa) praticamente pronta. Claudinei Oliveira vai ter pouco trabalho para ajustar o sistema defensivo, podendo se concentrar em organizar a criação e o ataque. Já o Figueirense precisa de ajustes em todos os setores. Isso vai gerar um trabalho maior para Milton Cruz.
Semelhanças
Há algumas semelhanças na formação de Avaí e Figueirense 2018. Os dois tiveram que buscar novos goleiros. O Avaí trouxe Rubinho. O Figueirense apostou em Denis. Os dois tentam se firmar ainda. Ambos perderam os laterais direitos. Dudu seguiu para o Inter e Maicon acabou não acertando. A dupla também faz apostas na recuperação de jogadores talentosos, mas com problemas físicos. O Avaí trouxe Martinuccio. O Figueira, Maikon Leite. Os dois jogam muito, mas sofreram com lesões nas últimas temporadas. Vai ser um ano de rivalidade em alta. As semelhanças nunca são meras coincidências.