Claudinei Oliveira na essência

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O Avaí voltou um ano em termos de estrutura tática e desenvolvimento de jogo. As presenças de Judson e Luan formando a dupla de volantes foi o símbolo desta volta. É um jogo de muito mais marcação, com pouca construção, com uma saída de bola com pouca qualidade no meio. A defesa fica mais protegida, mas o meia – no caso, André Moritz – fica sobrecarregado, sendo o único criador de jogadas. As laterais passam a ser o desafogo e os atacantes de lado do campo tem a primeira função, voltar e recompor a segunda linha de marcação. É a essência do trabalho do técnico Claudinei Oliveira, no Avaí, desde agosto de 2017. Resolveu o problema no meio de semana. O Avaí precisava do resultado e teve. Era o que precisava ser feito realmente e o técnico acertou. A questão é que o Avaí precisa resolver uma temporada inteira, não apenas um jogo. E vai ser bem mais exigido do que na partida diante do Brusque. Claudinei fica mais a vontade assim. É seu perfil, sua essência, arrumar a casa, protegendo sempre a defesa e fazendo o chamado jogo reativo, no erro do adversário.

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O final do “turno”

Não há turno e returno, mas como essa divisão simbólica entre os jogos de ida e de volta sempre chama atenção, é preciso considerar o que o campeonato mostrou até aqui. O melhor futebol foi desenvolvido em algumas partidas pelo Figueirense. O time com mais consistência, com bom grupo, é a Chapecoense. O Avaí é o grande que foi resolvendo problemas no jogo a jogo e se manteve na disputa, mas sem fazer acreditar que possa realmente chegar. O Joinville é o time que é competitivo, mas parece não ter brilho nem força de chegada. O Criciúma é a decepção. Totalmente perdido dentro e fora do campo. Entre os pequenos, o Tubarão mostra mais qualidade, mas sem resultado. Reage nesta reta final de turno. O Hercílio Luz é uma boa surpresa. E estamos conversados. Não há ainda um destaque individual pra apontar, nem um time que seja realmente “o time” da competição. O campeonato chega à metade ainda esquentando.

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Vem aí mais um time

Tudo indica que o Figueirense que vai encarar o Concórdia neste domingo vai ser um time bastante modificado. Talvez Denis e Zé Antônio sejam mantidos, mas alguns devem e podem ganhar mais uma oportunidade. Romarinho e Henan precisam ganhar jogo. Faltou ao Figueirense contra a Chapecoense um pouco mais de força no meio e no ataque. Milton precisa ganhar jogadores. Até porque Jorge Henrique parece ser mesmo um grande problema de início de temporada, com a lesão da panturrilha que voltou. Sua contribuição foi importante em 20 minutos contra o JEC, mas é muito pouco para um jogador com a importância que ele tem. O jogo contra o Concórdia parece ser aquele jogo escolhido a dedo para experimentar, como foram os jogos contra o Brusque, o Hercílio Luz e o Inter de Lages. Vai haver riscos, mas desta vez é momento de fazer.

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