O Figueirense vai pra terceira partida na Série B e tem totais chances de fazer uma terceira vitória. Confiante e jogando bem, o time recebe o Boa Esporte no Orlando Scarpelli. O adversário ainda está se estruturando, vem de duas derrotas e tem suas fragilidades. Já o time do técnico Milton Cruz vive o seu melhor momento na temporada. Certamente vai ser um jogo com o Figueirense indo pra cima, tomando a iniciativa. O Boa vai tentar complicar a vida do Furacão e explorar erros e bola parada. São as armadilhas do jogo.
Objetividade
O que faltou em alguns momentos na partida do Serra Dourada foi objetividade ao Figueirense. Mesmo com bom toque de bola, faltava conexão com o ataque. É claro que em alguns destes momentos o objetivo era mesmo fazer o tempo passar, porque o time já estava vencendo por 2 x 0. Com a saída de André Luis, machucado, alguma dificuldade maior pode haver com a presença de Henan, que não tem o mesmo entrosamento e também não vive boa fase. Mas é algo simples de resolver. Quando mais presença ofensiva, com mais jogadores chegando ao ataque, mais fácil fica pra todo mundo, inclusive para Henan.
Novos conceitos para o Avaí
A mudança de treinador pode trazer realmente uma nova cara para o time do Avaí. Geninho chegou e tem uma forma diferente de ver as mesmas coisas que Claudinei Oliveira via. É que Geninho tem a sua forma de ver futebol, que é diferente da forma de Claudinei ver. Isto ficou muito claro na conversa que tivemos com o técnico no Debate Diário, da CBN Diário. Geninho quer um time equilibrado e via o Avaí muito defensivo anteriormente. Era a prioridade para a tal recomposição, que Claudinei tanto se apegava. Não é errado recompor e organizar, muito pelo contrário, é fundamental. A questão é que com Claudinei tudo virou recomposição. O time, muitas vezes, esquecia de jogar. Também não quer dizer que com Geninho tudo vá funcionar perfeitamente. Não é isso. Mas o futebol é muito mais do que apenas defender, organizar linhas. Com a bola nos pés é preciso jogar e até correr certos riscos. Geninho não vai trabalhar com novos conceitos do futebol, mas deixou claro que traz conceitos diferentes para o mesmo Avaí.
Luanzinho
O exemplo maior disto tudo é a forma como Geninho falou do meia Luanzinho. Para o treinador limitar o jovem a apenas uma faixa de campo e fazê-lo correr atrás do lateral adversário é limitar o talento. Era exatamente isto que tanto se discutia na forma como Claudinei utilizava o jogador. Geninho revelou que pretende dar liberdade a ele numa faixa de campo que ele se sinta à vontade. E que vai cobrar de Luanzinho que vá pra cima das defesas adversárias, utilizando a criatividade que tem. É isso que faltou até aqui. Luanzinho precisa desta confiança. Tem muita qualidade para ficar restrito às funções táticas.