Copa do Catar: como foi ver o show do Brasil e trabalhar dentro do Lusail

A correria foi grande; teve tempo para foto, vídeo, choro, gritos, vibração, torcida e texto

Compartilhe:
Relato Faraco - Jogo do Brasil

(Foto: Rodrigo Faraco/NSC)

Foi inesquecível. A primeira partida da Seleção em Copas do Mundo que assisti dentro do estádio. Foi uma energia especial e a recompensa maravilhosa. Como jornalista e como um amante de futebol e de Copa do Mundo foi uma realização profissional e pessoal.

Continua após a publicidade

Receba notícias do DC via Telegram

Cheguei cedo e tinha várias missões pra cumprir. A primeira delas era para o digital. Devia abastecer nossas redes, nossas mídias sociais com vídeos curtos e tentar colocar a audiência dentro do estádio junto comigo. Fui registrando um a um cada passo na entrada do Lusail. Nem eu mesmo havia estado dentro do maior estádio da Copa antes. Então, tudo era novo.

Continua após a publicidade

Como já registrei aqui anteriormente, os voluntários são muito gentis e solícitos. Com um deles gravei (três vezes) o momento em que ele me indicava onde estava minha cadeira e onde eu deveria ficar. Fiz tomadas dos acessos e corredores internos, da minha cadeira número 11, e da visão que iria ter do jogo.

E então parei e me sentei pra esperar. Neste momento caiu a ficha e me emocionei de estar ali. Pensei na família e na carreira. Claro que não é um ponto final, mas para chegar até ali teve muito chão e é muito expressivo. Fiquei um pouco comigo e trocando mensagens com minha esposa Aline e meus dois filhos, Rodrigo e Julia.

O Brasil deu o recado, com olé e tudo

Já estava quase na hora do jogo quando chegaram os torcedores que iriam ocupar as cadeiras imediatamente ao meu lado, à direita. Um deles chegou e disse “te conheço! Tudo bem?” e mostrou a camisa do Figueira, estendendo a mão para um cumprimento. Falei a ele “não acredito! Tu és de Floripa? E ele respondeu que sim e ainda disse que o colega dele também era. Carlos Eduardo e Bruno. Um alvinegro e outro avaiano.

Continua após a publicidade

Fizeram boa companhia porque estava me sentindo meio estranho no meio de muitos torcedores de amarelo, mas que não falavam uma palavra em português. Eram os árabes do Catar e de outros países que vieram de perto para ver a Copa e torcer para o Brasil. E na posição do estádio, estava bem no alto, no quinto andar, só que mais próximo à torcida da Sérvia que se juntou atrás de um dos gols do Lusail – o gol à direita das imagens oficiais da Fifa.

Na hora do hino, aquele orgulho, mas a Fifa achou um jeito de fazer uma edição do hino nacional brasileiro que a torcida não consegue mais fazer como em 2014, que ficava cantando à capela. Lamentei. Durante o primeiro tempo minhas reações de torcedor se misturavam as observações táticas que ia fazendo para entender o jogo. Celular na mão para reconhecer jogadores, posicionamentos e conferir as estatísticas. Gravei alguns lances também. Essas gravações para uso pessoal, já que a Fifa é dura na cobrança dos direitos autorais e a utilização de imagens de jogo.

Continua após a publicidade

Copas das zebras? Alemanha deu chances pro azar e acabou derrotada pelo Japão

Passou a primeiro tempo e no intervalo comecei a escrever no celular o texto que teria que entregar logo após a partida. Uma análise da primeira etapa que iria estar no corpo do texto final, que só iria fechar mesmo mais próximo do apito final. Passei o intervalo escrevendo.

Continua após a publicidade

Começou o segundo tempo e a coisa foi ficando boa. A atuação da Seleção fez agitar a torcida brasileira e os árabes também. O estádio enlouqueceu com os lances e os gols. Muita vibração. Nos dois gols do Brasil vibrei com meus novos amigos manézinhos. Nesse momento eu já ficava cantando o jogo para o que estava mais próximo de mim, o alvinegro Carlos Eduardo. Quando entraram Rodrygo e Antony disse a ele “vem mais gol aí”. Foi por pouco, mas o baile estava estabelecido e pude acompanhar um grito de “olé” que surgiu na arquibancada.

Lembram do meu texto? Faltando 10 minutos para a acabar o jogo, abri o celular novamente para arrematar o que seria minha análise para o NSC Total e revista DC. Escrevi sobre o show do segundo tempo, fiz uma abertura e praticamente finalizei tudo ali ainda nas cadeiras do Lusail. Quando o jogo entrou nos acréscimos, fiz uma gravação de celular com meus dois novos amigos e parceiros de jogo. Material que você vai ver na NSC TV.

Continua após a publicidade

Copa do Mundo: Mesmo sem Benzema e Pogba, a França sobrou

Com 95 minutos de jogo, faltando ainda dois minutos, me despedi deles e comecei a descer as escadarias do Lusail. O caminho era a sala de imprensa, onde iria polir o texto, enviar para o editor Everton Seamann e me preparar para entrar ao vivo na CBN Floripa, para apresentar o programa Qatarinenses do pós-jogo da Seleção.

Continua após a publicidade

A correria foi grande. Teve tempo pra foto, vídeo, choro, gritos, vibração, torcida e texto. Teve tempo para curtir tudo, do profissional ao pessoal. E vai ser assim nos jogos do Brasil. Espero que seja assim por sete jogos do Brasil.

Leia também

Messi decepciona e Argentina perde na estreia para a Arábia Saudita

Continua após a publicidade

Copa do Mundo no estádio teve ingleses muito animados, luzes, festa, corneta e organização