O Avaí e Kactus têm corridas paralelas dentro e fora de campo. A negociação para a venda da SAF não pode ser confundida com a montagem do atual elenco ou com a campanha do Avaí dentro de campo. O processo com a Kactus começou quando as principais decisões esportivas da temporada já estavam tomadas, inclusive com as janelas de transferências praticamente encerradas.
Avaí e Kactus começam a analisar minutas do contrato para venda da SAF
Isso não significa que a Kactus esteja completamente distante das necessidades financeiras atuais do Avaí. Além dos compromissos inicialmente estabelecidos entre as partes, o aporte inicial de R$ 5 milhões, o grupo, durante este período de levantamento de números, já participou de outras situações para auxiliar no cumprimento das obrigações do dia a dia – como pagamento da “mensalidade” da Recuperação Judicial e da Transação Tributária.
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O clube atravessa um período em que as despesas mensais pressionam fortemente as receitas disponíveis. Para o fechamento de 2026, o que foi relatado é que existe a possibilidade de um novo aporte da Kactus ainda na reta final da temporada. O objetivo seria dar segurança ao fluxo financeiro e permitir que o Avaí termine 2026 com salários e demais compromissos correntes em dia.
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Essa preocupação ganha ainda mais importância diante de passivos antigos que continuam aparecendo. Na semana passada, por exemplo, o Avaí sofreu uma penhora de aproximadamente R$ 80 mil em conta bancária. A cobrança tem relação com dívidas acumuladas anteriormente e reforça o tamanho do desafio financeiro que acompanha o clube enquanto a negociação da SAF avança.
O cenário, portanto, tem duas corridas paralelas e diferentes. Dentro de campo, o Avaí precisa encontrar respostas imediatas para a temporada na luta contra o rebaixamento. Fora dele, a construção da SAF exige análise jurídica, financeira e societária antes da assinatura definitiva.
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Nesta segunda corrida o sinal continua positivo. Importante ressaltar que nos bastidores não há, neste momento, indicação de desistência ou esfriamento por parte da Kactus. Ao contrário: a possibilidade de entrada de novos investidores no grupo e a continuidade da troca de documentos, conforme publicado aqui nesta quinta-feira, reforçam a intenção de concluir a operação.
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Mas existe também uma preocupação, que é do Avaí e da Kactus, de fazer o torcedor entender que não vai haver um “caminhão de dinheiro”.
A expectativa nos bastidores é de que outubro seja um mês decisivo para transformar uma negociação que já avançou bastante em um acordo efetivamente assinado.











