A nota divulgada pelo ex-presidente do Figueirense Edson Silva, na noite desta quarta-feira, trouxe ainda mais incômodo nos bastidores do clube. As palavras de Silva, então chefe da proposta de compra da SAF alvinegra, aprovada no início de junho, evidenciam desentendimentos no já longo processo de investimentos.
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“Disputamos a entrada na SAF com o compromisso de trazer investidores e não colocar dinheiro de nosso bolso. Há um mercado favorável para quem se organiza, mas os fatos que sucederam a nossa escolha (no Conselho Deliberativo) prejudicaram muito e estão atrasando as propostas, lamentavelmente, e temos trazidos propostas intermediárias que não vem sendo aceitas. Agora, há propostas maiores que esperamos serem aceitas.
Vejo pessoas querendo ajudar para que a transição seja mais segura, enquanto os planos se consolidam, mas têm sido afastadas para não contribuir para o sucesso do projeto.”
A realidade é que nos bastidores, segundo apuração feita nesta quinta-feira, Edson Silva já não é mais efetivamente o chefe do projeto, e não responde mais como representante da empresa que foi aprovada no Conselho em junho para compra da SAF. Quem está na dianteira do projeto e representa a empresa é o empresário argentino Guillermo Arturo Vieira.
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Edson Silva poderia e poderá ainda participar do projeto, mas como investidor, ou como um captador de recursos, e não mais como capitão do grupo de empresários. Isso já ocorre desde o início de setembro. As tentativas de operações para contrair empréstimos apresentadas pelo ex-presidente na última semana foram mesmo consideradas inviáveis pelo Conselho de Administração da SAF.
Quem vem colocando dinheiro efetivo de investimentos no Figueirense desde a aprovação da proposta no Conselho é o empresário argentino Guillermo Vieira. E isso aparece na nota divulgada no início da noite pelo Conselho da SAF do clube.
“Em um balanço factual deste período, cumpre enaltecer o empenho e o suporte do Sr. Guillermo Vieira, pelo aporte financeiro essencial no custeio das despesas ordinárias até o presente momento, além de registrar o agradecimento a outros empresários e torcedores que também contribuíram decisivamente.
Por outro lado, as supostas soluções trazidas pelo Sr. Edson Silva não se converteram em possibilidades reais com garantias minimamente viáveis. Registra-se que, em especial, as últimas tentativas do Sr. Edson limitaram-se a propostas de operação de crédito lastreadas em garantias inviáveis e a apresentação de termo de confidencialidade ao clube, propondo a outorga de mandato para que terceiros buscassem investidores em nome do Figueirense. Registra-se, ainda, que, embora as tratativas do Sr. Edson não tenham gerado a entrada de um real sequer no clube, até o presente momento nenhuma proposta deixou de ser avaliada ou foi obstaculizada por este Colegiado.”
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Há um descontentamento interno com Edson Silva por não ter aportado nenhum recurso no Figueirense, mesmo neste momento de dificuldade financeira extrema. Enquanto isso, muito empresários alvinegros anônimos vêm ajudando para garantir o dia a dia do clube, assim como Guillermo Vieira.
As últimas manifestações públicas de Edson Silva geraram, por exemplo, desgastes internos com o grupo de jogadores, que ainda têm pendências salariais. “Vai cair hoje?”, perguntavam, após a divulgação para imprensa que seria feito um empréstimo de R$ 7 milhões – o que se mostrou totalmente inviável, segundo a própria manifestação da SAF.
O desgaste é evidente, mas o atual grupo gestor da SAF do Figueirense segue trabalho em conjunto com o empresário argentino Guillermo Veira para levantar os recursos necessários. Há um plano de ação, com valores projetados para o final do ano, para fechar 2026 com salários em dia. E há reuniões agendadas com possíveis novos investidores para viabilizar a entrada necessária de valores para efetiva compra da SAF.












